quinta-feira, 28 de maio de 2009

KAWO KABIECILE!!!!

Hoje estamos muito bem acompanhados neste blog! Cecília Alves (foto ao lado), é atriz carioca, negra e, nunca tendo sido exceção à regra, luta diariamente para mostrar seu valor à sociedade. Ela nos traz uma imensa contribuição. Sintetiza sua caminhada e nos presenteia, logo em seguida, com um texto lindo:

"Em 2009, completo 13 anos de Trabalho. Minha caminhada teve início no Teatro, anos depois chegou à TV e Cinema. Hoje no universo das artes, seja através dos Grupos Culturais onde trabalho, ou até dando os primeiros passos só, trilho arte escrevendo no caminho da comunicação e solidão... ÁGUAS.
Arte na nossa história, este material que ainda está em célula, pois há de existir transformação, redundante sim, mas necessária... ÁGUAS.
Obrigada a todos que compartilham do mesmo desejo, agradeço aos meus queridos mestres, professores, diretores, amigos, alunos, minha doce família e, acima de tudo, à Força Suprema que possui muitos nomes e eu chamo de Meu Pai. Todos contribuem no meu aprender, pois, estudar ARTE não tem fim... ÁGUAS."
Sim... ÁGUAS, este é o título.
Vejamos:



ÁGUAS...

Oriundo homem que se perdeu.

Respeito tem que existir, indiferentemente do que seja seguidor ou não. Mesmo sendo pouco conhecedor, possuindo estudo pequeno, assim como boa parte da maioria da nossa população... respeito.

Humano é a não aceitação do que se é, ainda mais quando sendo fruto do que é discriminado.

Perdemos nossas histórias do passado, borramos o presente, acreditando que resolveremos no futuro, e assim vamos, seres humanos envergonhados do que somos, criadores de "pré conceitos pequenos", mesquinhos homens, bobos, primários, mais desenvolvidos que os primatas, mais animais entre os seres, canibais da hera moderna, letrado, estudado estudando, com conhecimento judicial arcaico não nos enxergamos como Deuses, divindades semelhantes. Na ambição suprema queremos ser DEUS, muitos Deuses, poucos na escala conseqüente, pois não há inferiores. Base forte tem que haver. Todos somos importantes: negros, índios, misturados e coloridos, sem cor, sem raça, sem ser nada. De nada vale a pena se não enxergo dentro do meu eu. Semelhante ao Deus que vejo em mim é o que vejo em você, por isso compartilho com o meu igual ou diferente homem de finanças."Aceito-te como és", respeito e não te ignoro, pois somos fruto da mesma história marcada. Antes de nascer, teu pé foi posto na cozinha, não há motivos para teres vergonha.

Há tempos se perdeu homem, Ser Humano que sou, Eu Perdido por não aceitar- me Fruto Negro bruto... páginas como estas, escritas para mentes pensantes. O resultado vem... espero que em tempo hábil e que a continuidade seja madura, pois, o tempo de guerra não declarada é o que vivemos. Consciente... vá, oriundo Homem que antes hera perdido.

Um comentário:

  1. A alteridade nas relações raciais

    Perceber a diferença, a distância entre dois pontos e respeitar essa diferença, essa distância,sem torná-la objeto de consumo. Ai está o maior desafio humano. Um dos princípios fundamentais do Serviço Social.

    Eu colonizo, tú colonizas, meu país foi e é colonizado... Ele massacra, nós ridicularizamos, vós aproveitais, eles (e todos nós, a medida que somos omissos e complacentes)desrespeitam, diminuem e degradam.

    Quando as relações nesta sociedade irão mudar? Quando vamos passar a nos respeitar, a aceitar e perceber o que há de positivo na diferença? Quando vamos entender que o diverso, o embate e o debate é o que vai nos acrescentar?

    É do conflito que nasce a superação. As diferenças e os conflitos não podem ser tolidos de nossas relações. A discussão há de ser feita, já basta de falsa democracia.

    A hora é chegada, de repensarmos nossas relações e nosso fazer profissional. Há uma gama de pessoas conscientes que não desejam mais ver omissão,nem precisamos de ninguém nos oferecendo a idéia da tal democracia racial. Deixemos de lado os olhares enfeitiçados sobre a realidade, que fingem nada ver e não dão cabo dos acontecimentos. Não há mais espaço para isso, a realidade nos comprova o contrário, a necessidade de real mudança.

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