quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

PARA UMA REFLEXÃO OPORTUNA...


Há momentos em que os seres humanos encarnados voltam-se para seus íntimos e apercebem-se que, após um longo período sem a prática da auto-avaliação, permitiram que muitos cordões energéticos negativos fossem ligados aos seus mentais.

Por que é exatamente assim que acontece, meus filhos!

A conexão com Deus, por certo, deve ocorrer o tempo todo através de nós, seus filhos. Afinal, foi com esta finalidade que ele nos criou e deseja que caminhemos, sempre manifestando Sua Vontade e Sua Essência Divinas.

Na Umbanda, nós, os guias espirituais, temos percebido que, cada vez mais, os médiuns e os adeptos apegam-se ao que costumo denominar “contos tortos”.

Estes, nada mais são do que mitos e estórias criadas dentro do ambiente umbandista, muitas vezes, no intuito de suprir a falta de conhecimento, mas, em outras, de amedrontar médiuns e assistência, mantendo o controle sobre suas “cabeças” e suas vidas.

Eu, um Negro Velho Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas, transmito esta mensagem com a intenção de deixar aos que a ela chegaram, neste momento, um questionamento: “Vocês, realmente, querem entregar suas vidas à Deus... ou a um irmão humano que, manifestando o negativismo da sua vaidade, procura com as próprias mãos direcionar suas vidas ou a de qualquer outro semelhante?”.

Falo do que vem acontecendo em muitos terreiros de Umbanda: o fato de alguns dirigentes espirituais e alguns médiuns que consideram-se aptos para a prática religiosa e para o atendimento espiritual, manipularem o trabalho de modo negativo, monitorando e controlando a vida de algumas pessoas através da sua espiritualidade.

É preciso que isto seja falado agora, pois, vivemos um momento de reciclagem no plano material da vida humana. Momento este que manifesta-se bem à frente dos nossos olhos e que iniciará, a partir de agora, sua fase de afunilamento.

Peço aos umbandistas que, humildemente, reflitam sobre suas práticas. Pensem se, realmente, estão direcionando seus trabalhos como quer Deus, através das Divindades manifestadoras das Suas 7 Divinas Qualidades, os Sagrados Orixás.

Trabalhos de amarração, para atrasar a vida de qualquer semelhante, não devem mais ser tolerados dentro da Umbanda!

Vocês, umbandistas conscientes, fiscalizem!

E comecem fiscalizando seus íntimos, seus pensamentos, desejos e atitudes.

Com humildade, tenho certeza, chegarão a conclusões que, muitas vezes, não serão muito agradáveis, mas, sempre serão muito produtivas quando o ser localizar seus erros e, humildemente recuar, retornar, a fim de corrigi-los e passar a buscar uma estrada positiva.

Assim se processa a caminhada evolutiva para todos, adeptos de qualquer religião. Porém, falo especificamente aos umbandistas, pois, em um peso similar ao de seus irmãos praticantes das mais variadas doutrinas religiosas, vêm incorrendo em erros crassos que já não mais são tolerados pela Lei de Deus e pelos Senhores Orixás, dirigentes da Criação como um todo e do Ritual de Umbanda Sagrada por conseqüência.

E como um trabalhador desta maravilhosa religião, tenho a incumbência e o dever de por ela zelar.

Façam dos seus ambientes umbandistas locais para estudos das coisas do Pai, da Sua Ciência. Coloquem a doutrina em suas agendas ritualísticas.

E verão o quão rápido e grande será o salto qualitativo dos seus trabalhos, dos guias espirituais que em suas casas labutam e também de todos os médiuns. Terão assistências compostas por pessoas satisfeitas, felizes, por que estarão encontrando em seus terreiros, verdadeiros “centros de conexão espiritual”, que darão à elas respostas que as levarão à plenitude.

Desejo que criem em suas vidas, em seus ambientes religiosos e em suas famílias, novas perspectivas, que os levem de volta aos braços do Pai Maior e Divino Criador.

Mensagem enviada por Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas

Escrita por André Cozta

Porto Alegre, 28 de dezembro de 2011- 19:05h

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

UM PASSEIO NO CEMITÉRIO- Por André Cozta

Aquele Preto Velho andava calmamente por entre as lápides daquele cemitério.

Pitava seu cachimbo marrom curvo, observava a todos que por ali perambulavam naquele dia.

Os espíritos humanos encarnados, depositavam flores nos túmulos, acendiam velas, choravam a saudade de seus entes queridos, de seus amigos, de seus amores. Alguns espíritos perdidos andavam também por ali, buscando algo que, em muitos casos, nem eles sabiam o que era.

Com a mão esquerda, o Preto Velho ajeitou seu enorme chapéu de palha, deixando-o caído para o lado esquerdo de sua cabeça, cobrindo parte de sua face. Pitou o cachimbo mais uma vez.

Um menino negro, aparentando 12 anos de idade aproximou-se dele.

Imediatamente, o Preto Velho olhou para o menino, e perguntou:

- O que você faz aqui, pequeno?

- Posso ficar com o senhor, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas? Gostaria de aprender um pouco mais sobre tudo.

O Preto Velho soltou uma suave gargalhada, pitou o cachimbo novamente, olhou para o menino e falou:

- Meu pequeno, você pode sim andar comigo, mas, saiba que verá coisas que não serão muito agradáveis aos seus olhos. Verá irmãos seus, encarnados e desencarnados se auto-torturando, verá irmãos seus, encarnados e desencarnados, sofrendo por perda e saudade, verá irmãos seus, encarnados e desencarnados, emitindo energias e vibrações baixas, fruto da ignorância pela qual, consciente ou inconscientemente, optaram.

O menino olhava fixamente para o Preto Velho, que prosseguiu:

- Mas você também verá, pequeno, pessoas que emitem, a partir de seus corações, vibrações de amor, de fraternidade. Muitas, menino, até se encontram perdidas pelas ilusões do materialismo (e olha que falo não somente de encarnados, mas de desencarnados também), porém, ainda assim, buscam um caminho de luz. É verdade que, com muita dificuldade, acabam trilhando um caminho mais longo, mas, tenha certeza, lá chegarão em algum momento.

O Preto Velho olhou para o menino, estendendo-lhe a mão, e falou:

- Venha comigo, meu pequeno!

Levou o menino até o Cruzeiro das Almas daquele Campo Santo.

Lá chegando, assentou-se, pôs o menino sentado sobre sua perna direita, afagou seus cabelos, olhou em seus olhos, e falou:

- Você, pequeno, representa a esperança a todos os espíritos humanos, encarnados e desencarnados, de uma caminhada limpa de volta aos braços do Pai.

O menino perguntou:

- O que isso quer dizer, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas?

- Isto quer dizer, pequeno, que Olodumaré, nosso Pai Maior, quer que todos nós caminhemos rumo a Ele com a pureza no coração que você tem e, quando aos Pés D’Ele chegarmos, continuemos com esta pureza, mas, tenhamos adquirido a vivência, a experiência, a sabedoria que os cabelos brancos desse Negro Velho trazem.

- E como pode uma pessoa conseguir isto, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas?

- Voltando-se para o seu interior, reconhecendo-se como um ser divino (pois é um filho de Deus), mas, reconhecendo também, suas limitações. E para isso, meu pequeno, há de se trilhar a jornada com humildade.

- É assim que eu devo fazer para ser como o senhor é, Pai Cipriano?

- Sim, meu pequeno, caminhe desta forma e você chegará a este ponto da jornada em que me encontro, sem sofrimentos.

O menino olhou fixamente nos olhos do Preto Velho. Olhou para espíritos que caminhavam atrás do Cruzeiro das Almas, perdidos, alguns com semblante maléfico (provocado pela opção à ignorância humana). Olhou para a esquerda, viu belíssimos guardiões e belíssimas guardiãs. Fixou seu olhar naqueles espíritos.

O Preto Velho pitou o cachimbo, sorriu e falou:

- São os guardiões e guardiãs, pequeno, deste Campo Santo. Mas também são aqueles que atuam na guarda dos humanos encarnados. São os Exus e Pombagiras.

O menino sacudiu a cabeça lentamente, afirmando ter compreendido.

Em seguida, olhou para a direita, viu espíritos que caminhavam em sua direção. Caboclos, Caboclas, Pretos Velhos, Pretas Velhas, Ciganos, Ciganas e Crianças (meninos e meninas) que corriam alegremente à volta deles.

O Preto Velho pitou o cachimbo, sorriu mais uma vez e falou:

- Estes espíritos à direita, meu pequeno, são aqueles que trazem as vibrações mais sutis, de cura espiritual, de abertura de caminhos e, principalmente, mostram aos humanos encarnados por onde trilhar os “Caminhos da Evolução”. Tanto eles, quanto os guardiões e guardiãs da esquerda, menino, trabalham sob a irradiação e tutela dos Sagrados Orixás.

- Mas, quem são os Sagrados Orixás, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas?

O Preto Velho sorriu, pitou o cachimbo, olhou para a frente. Imediatamente, o menino também olhou... e ficou maravilhado com o que viu.

Caminhavam em sua direção, 14 Orixás. Á frente, o Divino Obaluayê, acompanhado à sua direita da Divina Nanã Buruquê e à sua esquerda do Divino Omulu, conduziam aquele grupo que aproximava-se do Cruzeiro das Almas. Logo atrás, vinham o Senhor Ogum Megê, a Senhora Iansã das Almas, o Senhor Xangô da Calunga, acompanhado da Senhora Egunitá. A Divina Mãe Obá, vinha acompanhada do Sagrado Oxossi. Também estavam naquele grupo: a Divina Mãe Oxum e o Divino Oxumaré,

E, pelo alto, irradiando sobre aquele Campo Santo, o Sagrado Pai Oxalá, acompanhado da Divina Mãe Oiá-Tempo e da Senhora da Vida, a Sagrada Mãe Iemanjá.

O menino, emocionado com aquela visão, olhou novamente para o Preto Velho e falou:

- Agora eu compreendo tudo, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas! Deus está aqui no Campo Santo também, manifestando seus Poderes através dos Sagrados Orixás.

O Preto Velho soltou uma suave gargalhada.

O menino prosseguiu:

- Algumas pessoas falam tão negativamente deste ponto de forças que é o cemitério, não é Pai Cipriano?

- É sim, pequeno! Mas falam por desconhecimento de causa, tenha certeza! A ignorância é uma trava muito forte na evolução dos espíritos (encarnados e desencarnados), saiba disso! No momento em que os humanos banharem-se em humildade e buscarem o conhecimento, começando pelo auto-conhecimento, aí sim, pequeno, o planeta caminhará para a evolução e a ascensão como deve ser.

O menino sorriu. O Preto Velho prosseguiu:

- E, num dia como hoje, em que as pessoas adentram o Campo Santo a fim de chorar a saudade daqueles que foram e são para elas muito importantes, talvez, pequeno, elas passem a procurar este campo de forças com sorriso no rosto e com o intuito da celebração da vida, que é eterna. Quando os humanos conseguirem tirar de seus corações o muro que os separa da morte, aí, pequeno, verão que ela não existe e sorrirão, pois, terão plena certeza de que a vida é eterna.

O menino sorriu. O Preto Velho falou:

- Siga neste caminho, que é o da busca do conhecimento e você trilhará por um jardim muito florido, pequeno!

- Sim senhor, Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas!

- Agora vá brincar, pequeno, por que é a melhor coisa que você pode faze por ora.

O menino beijou a face do Preto Velho, saiu correndo por entre as lápides, sorrindo e cantando.

Pai Cipriano do Cruzeiro das Almas, satisfeito, sorriu, pitou seu cachimbo e permaneceu sentado observando os movimentos naquele Campo Santo.

domingo, 9 de outubro de 2011

O GUARDIÃO DA MEIA-NOITE E O GUARDIÃO DAS 7 PORTAS

Reproduzimos abaixo, um trecho do livro O GUARDIÃO DA MEIA NOITE (Rubens Saraceni/Editora Madras) que compõe o material de apoio do curso virtual Teologia de Umbanda Sagrada, ministrado por Alexandre Cumino, através da plataforma UMBANDA EAD do Instituto Cultural Aruanda- www.ica.org.br-. Boa leitura!

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Diálogo entre o Guardião da Meia-Noite e o Guardião das Sete Portas

(Guardião da Meia Noite) E eu pensei:
“Como era poderoso o Guardião dos Sete Portais das Trevas”, que leu o meu pensamento.

(Guardião das Sete Portas) - Não pense que consegui o meu poder sendo um tolo. Sempre dormi com um olho aberto. Nunca deixei uma ofensa sem resposta, nem um inimigo mais fraco sem conhecer o meu poder.
Nunca deixei de respeitar um igual ou de temer a um mais forte. Foi assim que consegui tanto poder. Também nunca saí da lei do carma. Não derrubo quem não merece, nem elevo quem não fizer por merecer. Não traio a ninguém, mas também não deixo de castigar um traidor. Leve o tempo que for necessário, eu o castigo. Não castigo um inocente, mas não perdoo um culpado. Não dou a um devedor, mas não tiro de um credor. Não salvo a quem quer se perder, mas não ponho a perder quem quer se salvar. Não ajudo a morrer quem quer viver, mas não deixo vivo quem quer se matar. Não tomo de quem achar, mas não devolvo a quem perder. Não pego o poder do senhor da Luz, mas não recuso o poder do senhor das Trevas. Não induzo alguém a abandonar
o caminho da Lei, mas não culpo quem dele se afastou. Não ajudo alguém que não queira ser ajudado, mas não nego ajuda a quem merecer. Sirvo à Luz, mas também sirvo às Trevas. No meu reino eu mando e sei me comportar. Não peço o impossível, mas dou apenas o possível. Nem tudo que me pedem eu dou, mas nem tudo que dou é porque me pediram. Só respeito à Lei do Grande da Luz e das Trevas e nada mais. É por isso que o
Grande exige de mim, portanto, é isto que eu exijo dos que habitam o meu reino. Não faço chorar o inocente, mas não deixo sorrir o culpado. Não liberto o condenado, mas não aprisiono o inocente. Não revelo o oculto, mas não oculto ao que pode ser revelado. Não infrinjo a Lei e pela Lei não sou incomodado. Agora sabe de onde vem meu poder, senhor da Meia-Noite. Eu sou um dos sete guardiões da Lei nas Trevas; os outros seis, procure e a Lei lhe mostrará.

(Guardião da Meia Noite) - Por que o senhor não socorreu o Cavaleiro em sua queda?

(Guardião das Sete Portas) - Foi a Lei Maior que o determinou, por isto eu me calei. Mas quando Ela saiu em seu auxílio, eu arrasei o reino de Lúcifer para saber onde estava o Cavaleiro e acabei descobrindo, pois foi a Lei que me ordenou que assim o fizesse. Ele teve que calar-se e entregar-me o culpado.

(Guardião da Meia Noite) - Obrigado, Guardião dos Sete Portais das Trevas, deu-me uma lição sábia. Sou seu devedor.

(Guardião das Sete Portas) - Nada me deve, Senhor da Meia-Noite. Gosto de ensinar a quem quer aprender, mas também gosto de castigar a quem aprende e faz mau uso do saber.

(Guardião da Meia Noite) Ele bateu o pé esquerdo e o recinto se encheu de entidades que haviam sido religiosos quando na carne.

(Guardião das Sete Portas) - Eis aí um exemplo do mau uso do saber. Eles aprenderam tudo o que precisavam para suas missões na terra, mas não seguiram o que pregaram. Usaram do que sabiam em benefício próprio ou para arruinar aos que acreditaram neles.
Olhe bem, Guardião da Meia-Noite, e verá que os que se diziam sábios, iluminados, profetas, grandes lideres religiosos ou grandes sacerdotes não passavam de otários, idiotas, tolos, imbecis, cegos e mal intencionados. Verá entre eles todo tipo de defeito e nenhuma qualidade. Eram lobos uns, pois se aproveitavam e comiam suas ovelhas e hienas, outros pois se contentavam em consumir os restos deixados pelos lobos. Uns e outros hoje choram pelo erro cometido, pela oportunidade perdida e pela luz não
conquistada. Viveram do mundo e não pelo mundo. A Lei não os perdoou e os entregou a mim. Eu dou-lhes o que merecem porque sou um guardião da Lei das Trevas e esta é minha função. A Lei não iria colocar um ser bom e iluminado para castigar os canalhas nem colocaria um carrasco como eu para premiar aqueles que venceram suas provas. Não! Os guardiões da Lei na Luz têm uma função como a minha, mas afeta a Luz: não
deixam cair quem se fez por merecer à ascensão. Eu não deixo subir aos que se fizeram por merecer a queda.
Eu sou a mão que castiga, a outra é a que acaricia. Eu sou a mão que derruba, a outra a que levanta. Tudo isto eu sou e ainda assim não sou infeliz, triste, arrependido ou ruim. Não sofro de remorso por castigar aquele que a Lei derrubou, assim como um guardião da Lei na Luz nada sente ao premiar a quem merecer. Eu sou o que sou, um guardião da Lei nas Trevas e me orgulho disto porque sei que sou necessário à Lei. E tudo isto você
também é, ou será se assumir todo o seu passado, resgatá-lo e se sentir feliz em servir à Lei. Ela o recompensará quando assim quiser, não porque você peça qualquer recompensa pelo seu trabalho, mas porque a serve sem se lamentar por estar nas Trevas, pois Luz e Trevas são os dois lados do Criador. Há os que trabalham durante o dia e dormem à noite, mas também há os que trabalham de noite e dormem durante o
dia. Há os animais que só saem de sua morada sob o sol e aqueles que só o fazem sob o luar. Há o verão, mas há também o inverno. O que um aquece o outro esfria e vice-versa. Há a primavera, mas há também o outono: o que um faz brotar o outro faz se recolher e vice-versa. Há o fogo para queimar e a água para saciar a sede.
Há a terra para germinar e há o ar para oxigenar. Há tantas coisas, e no fim são somente partes do Um. Por isto lhe digo, Guardião da Meia-Noite, há os anjos e há os demônios. Os anjos habitam na Luz e os demônios nas Trevas. Uns não condenam aos outros, pois sabem que são o que são porque assim quis o Criador. Aqueles que vivem no meio é que criam tanta confusão com suas descidas na carne. Do nosso lado, não há nada disto.
Cada um sabe a que lado pertence. E os que não sabem, são os primeiros de quem nos apossamos. Esta é a Lei que nos rege e a todo o resto da Criação. Mais não vou falar, pois precisaria de muito tempo para tal coisa.
Espero que possa sair daqui melhor servidor da Lei do que quando chegou.

(Guardião da Meia Noite) - Eu agradeço suas palavras, Guardião dos Portais. Pena que eu seja muito pequeno para ajudá-lo, senão eu diria: se precisar de minha ajuda é só pedir!

(Guardião das Sete Portas) - Pois ainda lhe digo que a maior das pirâmides não prescinde da menor de suas pedras; a maior das aves de sua menor pena nem o maior teto de sua menor telha; e nem o maior corpo do seu menor dedo. O maior rio não rejeita a menor gota da chuva nem o maior exército ao seu mais fraco soldado. O maior rico é aquele que valoriza o menor dos seus bens. Muito mais eu poderia dizer, mas me satisfaço em dizer-lhe: obrigado Guardião da Meia-Noite! Se eu precisar de seu auxílio não terei vergonha em lhe pedir, pois por terem vergonha muitos morrem. Morrem por terem desejado algo e não terem provado seu gosto. Vergonha não faz parte do meu vocabulário e a palavra que mais prezo é a que se chama “respeito”. Aja assim e não será traído nem odiado, mas respeitado. Nem os maiores passarão por cima de você e nem os
menores lhe escaparão.

Ele parou de falar.

(Guardião da Meia Noite) - Até à vista, Guardião dos Sete Portais das Trevas!

(Guardião das Sete Portas) - Até à vista, Guardião da Meia-Noite!

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Caso passe este texto cite estas fontes: texto extraído do livro “O Guardião da Meia Noite” (Editora
Madras / Rubens Saraceni – Pai Benedito de Aruanda)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011



União de Espíritos, Encantados e Naturais em prol da Humanidade

Magia Divina, atuando através da religiosidade e cultura

Brasileiras nos 7 Sentidos da Vida

Agregando os seres por intermédio da Fé na senda Evolutiva, cultuando a

Natureza através dos Sagrados Orixás, Poderes Manifestados de

Deus, Pai Maior e Divino Criador. Caminho que leva à Ele pela via do

Amor

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

LEIA O TEXTO "A CHAVE DA EVOLUÇÃO" NO BLOG O LAVRADOR:

www.olavrador.wordpress.com


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

A HUMILDADE NA MAGIA, A MAGIA NA HUMILDADE- Por André Cozta



Percebo cada vez mais, entre as pessoas, nos dias atuais, a necessidade em encontrar soluções rápidas e “fulminantes” para seus desejos, anseios e seus problemas, até mesmo.

Muitas vezes assim agem, tomadas pela vaidade que, diga-se de passagem, atua de forma muito competente e eficaz no quesito “cegar” os seres para o que está à sua volta e para o que realmente importa.

Por isso, uso este espaço, para dizer a quem a ele chegou, que, há muito, convenci-me de que, o que realmente importa, é o crescimento espiritual. E que todo e qualquer outro (leia-se: crescimento e evolução material) será uma conseqüência natural, caso esteja o ser realmente imbuído em evoluir espiritualmente.
Porque, caro leitor, queira ou não, creia ou não, admita ou não, a realidade é que tudo (ou, grande parte, ao menos) do que se mostra aos nossos olhos no plano material, tem vida curta, pois, começa, desenvolve-se e termina por aqui.
E nós, seres humanos em constante evolução, seguimos em frente, afinal, há outras dimensões, realidades, planos da vida, por onde já passamos e por onde deveremos passar ainda, num futuro bem menos distante do que é capaz de vislumbrar nossa fértil imaginação.

Estou escrevendo isto, neste momento, neste blog, porque, como já disse anteriormente, tenho preocupado-me bastante com atitudes que vejo por parte de muitas pessoas que não conseguem enxergar um palmo à frente do nariz. Vivem banhadas em conceitos errôneos acerca de Deus e das coisas divinas. Conceitos estes, é verdade, nutridos ao longo dos tempos pela Igreja Católica e, mais recentemente, pelas igrejas pentecostais ou evangélicas, que fizeram e fazem o favor de demonizar tudo o que não conseguem explicar e/ou não lhes é conveniente.
Afinal, àqueles que realmente tiverem clareza acerca de Deus, Seus Tronos Divinos (os Sagrados Orixás, responsáveis pela evolução de tudo e todos), não conseguirão estas religiões abstratas (parafraseando o Senhor Mestre da Luz Pai Benedito de Aruanda, nas obras escritas por seu médium, o Mestre Rubens Saraceni), dominar e controlar suas mentes.

E as religiões, em grande parte, durante a história da humanidade, vêm servindo de braço ou muleta para projetos políticos ou pessoais, tendo afastado-se, cada vez mais, da sua real essência, que é Deus.

Sim, caro leitor, uso este espaço, para afirmar que, muitas das religiões ainda estabelecidas e que conhecemos muito bem, constroem seus templos que mais parecem castelos de outras épocas, a fim de encher os olhos das pessoas e atrair adeptos, mas, em verdade, estão afastando estas pessoas de onde está Deus: na Natureza.

Houve um tempo (e bota tempo nisso!) em que Deus e Suas Divindades eram cultuados na Natureza. Se me chamarem de louco, por eu dizer que assim era em Atlântida, Lemúria, pois, não há comprovação científica disso, posso rebater dizendo que assim era na África, há alguns milênios, o Culto aos Orixás.

E acabo chegando numa questão polêmica e controversa.

Muitos combatem estas divindades, que são, nada mais, nada menos, do que qualidades/poderes manifestados de nosso Pai Maior e Divino Criador, com unhas e dentes. Pois, sabem que elas falam e tocam no coração das pessoas como nenhuma outra “doutrina de salão” consegue fazer.

Reitero aqui todo o respeito que tenho e que se deve ter por qualquer doutrina religiosa, afinal, toda religião estabelecida aqui no plano material tem sua função e atende a necessidades específicas. Mas, não posso deixar de frisar este aspecto.

Historicamente, as religiões naturais vêm sendo combatidas pelas religiões abstratas. Se assim já era, por exemplo, na Europa, onde a Igreja Católica combatia o “paganismo”, pois, via no culto à natureza uma ameaça a seus dogmas e doutrina, não tem sido diferente aqui no Brasil, especialmente, com relação à Umbanda e Candomblé.

São religiões naturais e magísticas sim!
Porque são religiões que cultuam a Deus e Suas Divindades manifestadoras de Seus Poderes, que estão na Natureza, regem-na e são a própria Natureza. Doa a quem doer! Deus está na Natureza!

Comprove, de modo simples: vá a um templo de qualquer religião (inclusive, de Umbanda, Candomblé ou Espiritismo), participe do ritual, conecte-se com Deus. Depois, vá para baixo de uma árvore e pratique a mesma conexão. E depois, volte ao templo.

Quero que fique bem claro aqui, que não estou pregando uma debandada dos templos religiosos, mas, apenas sugerindo, que você leve a Natureza para dentro do templo religioso que falar ao seu coração. Levando a Natureza, estará levando Deus dentro de você. Esta é a ordem real dos "fatores", tenha certeza!

Após fazer isto, volte a este blog e deixe um comentário. Ou, me xingue, pelo email umbandaemagia@gmail.com. Tenho certeza de que receberei mais declarações positivas, afirmando concordância com o que escrevi, do que xingamentos.

Sintetizando: Deus está em tudo. Está na Natureza. É a própria Natureza. Deus é pura magia.

Magia, também pode ser definida como a movimentação de energias elementais (ou naturais) através da mente. Então, você pode me dizer em que momento Deus não está nessa definição?

Todo este meu discurso, falando de Deus, dos Sagrados Orixás, num texto que pretende falar sobre Magia e Humildade, apenas introduz o que penso acerca de um assunto que tem me preocupado bastante.

Ora, historicamente, o ser humano sempre buscou “magia” em tudo. E sempre encontrou, quando quis, a magia em sua fonte original: Deus, nosso Pai Maior e Divino Criador. E nas religiões naturais, “ao natural”, a “Magia Divina” sempre manifestou-se.

E parece óbvio, se você concordar que Deus e Suas Divindades estão na Natureza, que Sua Magia e a cura para todos os males nela estejam.

Porém,, com o passar do tempo, muito bem monitoradas pelo materialismo e pela vaidade, através da maravilhosa e inventiva mente humana, começaram a surgir as “magias” que traziam as soluções rápidas, momentâneas e, até mesmo, que davam vazão aos vícios sentimentais de algumas pessoas, inflando seus egos.

Então, alguns começaram a praticar magias com o intuito mesquinho de atingir desafetos, desafiando a Lei Maior e a Justiça Divina e praticando sua própria justiça, aplicando sua própria lei.

Tornou-se comum encontrarmos aqueles que oferecem “serviços” de amarração, amor em 3 dias, entre outros, seja em ditos templos religiosos ou em ambientes similares. E, ao contrário do que muitos pensam, tem muita gente procurando por estes “servicinhos”. Porque, é a lei de mercado, só há muita oferta quando há muita procura.

Parafraseando meu Mestre em Teologia de Umbanda, Alexandre Cumino, que diz: “Umbanda é religião e por isso só faz o bem”; eu digo:” Toda e qualquer religião só faz o bem.’

Aquele que pratica “religião” às avessas, está usando, tenha certeza, o nome da religião, seja qual for, para escamotear seus negativismos, sua mesquinharia.

Então, concluo este texto, deixando um recado, que penso, pode servir para a reflexão de muitas pessoas: a verdadeira Magia está em Deus e, engana-se, aquele que vê Deus e as coisas Divinas com os “olhos da vaidade”.

A magia, realmente, está na humildade, no amor a Deus e ao próximo e na caridade.
Magia não é comércio. Atente bem para isto.

Humildade, a maior de todas as magias.

Quando o ser consegue realmente nutrir seu coração com este Verbo Divino, com certeza, de forma “mágica” e eficaz, consegue dissipar muitos dos problemas que o incomodam, sem precisar de fórmulas mágicas mirabolantes ou pagar caro por algum tipo de “feitiçaria”.

Pratique magia amando a Deus e aos Divinos Tronos acima de tudo.

Ele, nosso Pai Maior e nossos Amados Pais e Mães Orixás, querem, com certeza, nos ver praticando a magia do amor e da humildade.

SARAVÁ!!!!




























terça-feira, 23 de agosto de 2011



Saravá a todos os irmãos leitores deste Blog! Reproduzimos abaixo, um texto de autoria de Alexandre Cumino que compõe o material de apoio do curso virtual Teologia de Umbanda Sagrada, ministrado pelo próprio Alexandre Cumino, através da plataforma UMBANDA EAD do Instituto Cultural Aruanda- www.ica.org.br-. Boa leitura!