segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
TRONOS DA FÉ- OXALÁ E LOGUNÃ


SAGRADO PAI OXALÁ (Orixá Universal- Trono Masculino da Fé)
Oxalá é o Trono Natural da Fé e seu campo de atuação preferencial é a religiosidade dos seres, aos quais ele envia o tempo todo suas vibrações estimuladoras da fé individual e suas irradiações geradoras de sentimentos de religiosidade.
Fé! Eis o que melhor define o Orixá Oxalá. Sim, amamos irmãos na fé em Oxalá. O nosso amado Pai da Umbanda é o Orixá irradiador da fé em nível planetário e multidimensional. Oxalá é sinônimo de fé. Ele é o Trono da Fé que, assentado na Coroa Divina, irradia a fé em todos os sentidos e a todos os seres. Comentar Oxalá é desnecessário porque ele é a própria Umbanda. Logo, vamos nos afixar nas suas qualidades, atributos e atribuições.
QUALIDADES: As qualidades de Oxalá são, todas elas, mistérios da Fé, pois ele é o Trono Divino irradiador da Fé. Nada ou ninguém deixa de ser alcançado por suas irradiações estimuladoras da fé e da religiosidade. Seu alcance ultrapassa o culto dos Orixás, pois a religiosidade é comum a todos os seres pensantes. Jesus Cristo é um Trono da Fé de nível intermediário dentro da hierarquia de Oxalá. E o mesmo acontece com Buda e outras divindades manifestadoras da fé, pois muitos Tronos Intermediários já se humanizaram para falar aos homens como homens e , assim, melhor estimularem a fé em Deus. Todas as divindades irradiam a fé. Mas os Tronos da hierarquia de Oxalá são mistérios da Fé e irradiam-na o tempo todo.
ATRIBUTOS: Os atributos de Oxalá são cristalinos, pois é através da essência cristalina que suas irradiações nos chegam, imantando-nos e despertando em nosso íntimo os virtuosos sentimentos de fé. Saibam que a essência cristalina irradiada pelo Divino Trono Essencial da Fé é neutra quando irradiada. Mas como tudo se polariza em dois tipos de magnetismos, então o pólo positivo e irradiante é Oxalá e o pólo negativo e absorvente é Logunã. Oxalá irradia fé o tempo todo e Logunã absorve as irradiações religiosas desordenadas vibradas pelos religiosos desequilibrados. Ela se contrapõe a ele porque a atuação dela é no sentido de absorver os excessos religiosos vibrados pelos seres que se excedem nos domínios da fé. Já Oxalá irradia fé e estimula a religiosidade o tempo todo, a todos.
ATRIBUIÇÕES: As atribuições de Oxalá são as de não deixar um só ser sem o amparo religioso dos mistérios da Fé. Mas nem sempre o ser absorve suas irradiações quando está com a mente voltada para o materialismo desenfreado dos espíritos encarnados. É uma pena que seja assim, porque os próprios seres se afastam da luminosa e cristalina irradiação do Divino Pai Oxalá... e entram nos gélidos domínios da Divina Mâe Logunã, a Senhora do Tempo e dos eguns negativados nos aspectos da fé.
OFERENDAS: Oxalá é oferendado com velas brancas, frutas, côco verde, mel e flores. Os locais para oferendá-lo são aqueles que mais puros se mostram, tais como: bosques, campinas, praias limpas, jardins floridos, etc. Já os regentes dos pólos negativos da linha da Fé não se abrem ao plano material e não são invocados ou oferendados.
SAGRADA MÃE LOGUNÃ (Orixá Cósmico- Trono Feminino da Fé) O “Tempo” é a chave do mistério da Fé regido pela nossa amada mãe Logunã, porque é na eternidade do tempo e na infinitude de Deus que todas as evoluções acontecem. A Orixá Logunã forma um pólo magnético vibratório e energético oposto ao do orixá Oxalá, e ambos regem a linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda, que são as sete irradiações divinas do nosso Criador. Logo, o campo de atuação de nossa amada mãe Logunã é o campo da fé, onde flui a religiosidade dos seres, todos em continua evolução. Logunã é a Orixá do Tempo e seu campo preferencial de atuação é o religioso, onde ela atua como ordenadora do caos religioso
Logunã é a regente cósmica da linha da Fé, e tempo é o vazio cósmico onde são retidos todos os espíritos que atentam contra os princípios divinos que sustentam a religiosidade na vida dos seres.
“Tempo”, eis as qualidades, atributos e atribuições negativas de Logunã, de que tanto falamos e alertamos aos supostos pais de Santo ou magos trevosos que recorrem ao “Tempo” para prejudicar seus semelhantes com seus ebós sujos e suas baixas magias. Logunã é a orixá regente do pólo negativo da linha da Fé, que é a primeira das Sete Linhas de Umbanda e, com Oxalá assentado em seu pólo positivo, dão sustentação a todas as manifestações da fé e dão amparo a todos os “sacerdotes” virtuosos e guiados pelos princípios divinos estimuladores da evolução religiosa dos seres.
Quando Logunã “vira no tempo”, seja contra um seu filho direto quanto um seu filho indireto (que têm a coroa regida por outros orixás), então sua vida entra em parafuso e só deixará de rodar quando esgotar tudo de desregrado e desvirtuado que nela existia. Isto é Logunã, amados filhos dos Orixás! Mãe religiosa por sua excelência divina, mas mãe rigorosa por sua natureza cósmica, cujo principal atributo junto dos espíritos humanos é o de esgotar o lobo sanguinário que oculta-se por baixo da pele de cordeiro.
Enquanto Oxalá é irradiante, Logunã é absorvente, e enquanto os filhos de Oxalá são extrovertidos, os de Logunã são introspectivos e até um tanto tímidos, pois a natureza forte de sua mãe divina exige deles uma certa “beatitude”, já que, das mães divinas, ela é a mais ciumenta por seus filhos amados e a mais rigorosa com os seus filhos relapsos. Esta é Logunã, amados filhos das nossas amadas mães divinas!
Se ela é assim, é porque ela é a orixá que, junto com Oxalá, rege a primeira linha de Umbanda, que é a linha da Religiosidade. Logo, os filhos de Umbanda, que têm em Oxalá o divino Pai da Fé, também devem cultuar a divina mãe Logunã. Com ele no pólo positivo e ela no pólo negativo, forma-se o par dos orixás excelsos que regem a linha da Fé e estimulam a religiosidade nos seres.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
ODOYÁ, MÃE YEMANJÁ!!!!!!!

Texto do Sr. Rubens Saraceni, retirado do site do Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda (www.colegiode umbanda.com.br)
SAGRADA MÃE YEMANJÁ (Orixá Universal- Trono Feminino da Geração)
Yemanjá é o Trono feminino da Geração e seu campo preferencial de atuação é no amparo à maternidade.
Yemanjá é por demais conhecida e não nos alongaremos ao comentá-la.
O fato é que o Trono Essencial da Geração assentado na Coroa Divina projeta-se e faz surgir, na Umbanda, a linha da Geração, em cujo pólo magnético positivo está assentada a Orixá Natural Yemanjá, e em cujo pólo magnético negativo está assentado o Orixá Omulu.
Yemanjá, a nossa amada Mãe da Vida é a água que vivifica e o nosso amado pai Omulu é a terra que amolda os viventes. Como dedicamos um comentário extenso ao Orixá Omulu, vamos nos concentrar em Yemanjá.
Yemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade, o amparo materno, a mãe propriamente. Ela se projeta e faz surgir sete pólos magnéticos ocupados por sete Yemanjás intermediarias, que são as regentes dos níveis vibratórios positivos e são as aplicadoras de seus aspectos, todos positivos, pois Yemanjá não possui aspectos negativos.
Estas sete Yemanjás são intermediárias e comandam incontáveis linhas de trabalho dentro da Umbanda. Suas Orixás intermediadoras estão espalhadas por todos os níveis vibratórios positivos, onde atuam como mães da “criação”, sempre estimulando nos seres os sentimentos maternais ou paternais.
Todas atuam a nível multidimensional e projetam-se também para a dimensão humana, onde têm muitas de suas filhas estagiando. Todas têm suas hierarquias de Orixás Yemanjás intermediadoras, que regem hierarquias de espíritos religados às hierarquias naturais.
OFERENDA: Velas brancas; azuis e rosas; champagne, calda de ameixa ou de pêssego, manjar, arroz-doce e melão; rosas e palmas brancas, tudo depositado à beira-mar.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
UM ANO REALMENTE NOVO
Um novo ano marca sempre a retomada das esperanças de uma vida melhor, de progresso e evolução na vida das pessoas e do planeta como um todo.
É assim, ao menos, que os filhos encarnados neste plano da Criação Divina pensam e agem.
Negro Velho tem percebido que, nos últimos tempos, os humanos têm voltado-se cada vez mais para o seu interior, buscando respostas para os seus questionamentos, saídas para as encrencas em que meteram-se.
É importante que se tenha em mente sempre, que só chegamos à uma condição ou a uma “encruzilhada”, porque até ela nos dirigimos através da nossa vontade e das nossas atitudes.
O caminho que não quisermos, não trilharemos.
Deus, nosso Pai Maior, nos dá livre arbítrio, mas também sinaliza-nos qual a estrada correta e como devemos agir para voltarmos aos braços D’Ele.
Mas, ao longo dos tempos, o ego e a vaidade serviram como um atalho para que os humanos encontrassem-se rapidamente nas encruzilhadas da ignorância.
E, quando dão-se por conta de que estão encurraladas, estas pessoas mostram-se desesperadas, não sabendo explicar porque chegaram a tal condição.
Então, já nesta condição, sem a humildade suficiente para reconhecerem seus erros, buscam culpas ou culpados para a situação em que se encontram.
Meu filhos, quando as criaturas humanas de Deus banharem-se em humildade, deixando de lado a vaidade, despindo-se de todo e qualquer tipo de preconceito (pois este é o grande mal que atravanca a evolução planetária) e entendendo-se como seres em evolução que precisam andar de braços dados, passarão a trilhar o caminho que leva à verdadeira evolução.
Portanto, através desta breve mensagem, Negro Velho vem dizer aos filhos encarnados, que o novo ano será como quiserem que seja.
Façam dele realmente um Ano Novo, com novas atitudes, com mudança de postura, de pensamento.
Sintonizem com a Divindade que carregam, conectem-se com seus Mestres, Guias e Anjos de Guarda.
Assim, rapidamente perceberão que estarão trilhando o caminho que vos levará à morada de Olorum, nosso Pai Maior e Divino Criador.
Negro Velho deseja que o Sagrado Pai Oxalá vos ilumine e abençoe, guiando-vos sempre pelo caminho da Luz e do Amor Divino!
Mensagem ditada pelo Senhor Mestre da Luz Preto Velho Pai Thomé do Congo
Anotada por André Cozta
Rio de Janeiro, 22 de dezembro de 2010- 14:45h
quinta-feira, 30 de setembro de 2010

KAWO KABIECILE!!!!!!
30 de setembro, muitos terreiros em todo o Brasil homenageiam Xangô, este Orixá maravilhoso que mantém o equilíbrio em nossas vidas e na Criação Divina.
E este blog, inspirado por ele, presta uma singela homenagem à este Poder Divino Magnífico.
Abaixo, texto retirado do site do Colégio de Umbanda Pai Benedito de Aruanda (www.colegiodeumbanda.com.br).
SARAVÁ!!!!!!
SARAVÁ XANGÔ!!!!!!
"Xangô é o Orixá da Justiça e seu campo preferencial de atuação é a razão, despertando nos seres o senso de equilibrio e eqüidade, já que só conscientizando e despertando para os reais valores da vida, a evolução se processa num fluir contínuo."
O Trono Regente Planetário se individualiza nos sete Tronos Essenciais, que projetam-se energética, magnética e vibratoriamente e criam sete linhas de forças ou irradiações bipolarizadas, pois surgem dois pólos diferenciados em positivo e negativo, irradiante e absorvente, ativo e passivo, masculino e feminino, universal e cósmico.
Uma dessas projeções é a do Trono da Justiça Divina que, ao irradiar-se, cria a linha de forças da Justiça, pontificada por Xangô e Egunitá (divindade natural cósmica do Fogo Divino).
Na linha elemental da Justiça, ígnea por excelência, Xangô e Egunitá são os pólos magnéticos opostos. Por isto eles se polarizam com a linha da Lei, que é eólica por excelência. Logo, Xangô polariza-se com a eólica Iansã e Egunitá polariza-se com o eólico Ogum, criando duas linhas mistas ou linhas regentes do Ritual de Umbanda Sagrada.
O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de forças da Justiça Divina. Estes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis vibratórios; são multidimensionais e são irradiadores das qualidades, dos atributos e das atribuições do Orixá Maior Xangô.
Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que são os aplicadores dos aspectos negativos da justiça divina. Como, na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os Exús e as Pomba-Giras.
Os Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários, possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano material. Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, etc. Enfim, são nomes simbólicos para os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs Intermediários. Só que quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que foram “humanizados” e regem linhas de caboclos que manifestam- se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de trabalhos de ação e reação.
Eles são os aplicadores “humanos” dos aspectos positivos da justiça divina.
Logo, se alguém disser: “Eu incorporo o Xangô tal”, com certeza está incorporando o seu Xangô individual, que é um ser natural de 6° grau vibratório, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais regidas por estes Xangôs. Nem no Candomblé se incorpora um Xangô de nível intermediário ou qualquer outro Orixá desta magnitude. O máximo que se alcança, em nível de incorporação, é um Orixá de grau intermediador. Mas no geral, todos incorporam seu Orixá individual natural, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais e, portanto, um irradiador de um dos aspectos do seu Orixá maior.
Temos, na Umbanda os Xangôs da Pedra Branca, Xangôs da Pedra Preta, Xangôs das Sete Pedreiras, Xangô das Sete Montanhas, Xangô Telúrico etc.
Que são todos eles, Orixás Intermediadores e regentes de subníveis vibratórios ou regentes de pólos energo-magnéticos cruzados por muitas correntes eletromagnéticas, onde atuam como aplicadores dos mistérios maiores, mas já em pólos localizados em subníveis vibratórios. E todos estes Xangôs intermediadores são regentes de imensas linhas de trabalho, ação e reação. Ou não é verdade que temos caboclos da Pedra Branca, da Pedra Preta, do Fogo, da Terra etc.?
Meditem muito sobre o que aqui comentei, pois em se tratando de Orixás, é preciso conhecê-lo a partir da ciência divina ou nos perdemos no abstracionismo e na imaginação humana. Reflitam bastante e depois consultem seus mentores espirituais acerca do que aqui estou ensinando, irmãos em Oxalá.
Oferenda: Velas brancas, vermelhas e marrons; cerveja escura, vinho tinto e licor de ambrosia; flores diversas, tudo depositado em uma cachoeira, montanha ou pedreira.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
SOBRE RITUAIS UMBANDISTAS- *Por Rubens Saraceni
"A Umbanda é uma religião que tem seus rituais, que são de natureza magística, iniciática e religiosa.
- Magística, porque são realizadores;
- Iniciática, porque são iniciadores;
- Religiosa, porque são atos de fé;
Todos os rituais umbandistas apresentam essas 3 características, mesmo quando elas não estão visíveis.
Uma sessão de trabalhos espirituais é um ato de fé. Nossa religiosidade nos ensina que devemos vivenciá-la incorporando nossos guias espirituais e fazendo a caridade espiritual.
Nas sessões espirituais, quando vivenciamos nossa fé, os guias espirituais são espíritos iniciados nos mistérios da criação e em seus procedimentos, desde suas saudações, suas danças, suas formas de falar, são iniciáticos e os diferenciam das incorporações espirituais profanas.
Nos trabalhos de caridade espiritual, das Casas de Umbanda, tudo é magia. Desde as baforadas de fumaça até o estalar de dedos; desde as defumações até os pontos cantados de chamada para o trabalho. Tudo é mágico na Umbanda.
Por trás de tudo e de todos estão os Sagrados Orixás, que são mais do que uma entidade incorporante que se apresenta como um Ogum, como um Oxossi, como um Xangô etc.
São os governadores da criação do nosso Divino Criador Olorum e são mistérios em si mesmos, pois estão em nós, estão na natureza, estão em tudo e em todos.
Devemos entender que a Umbanda, por ser uma religião iniciática, tem seu ritmo e sua cadência que devem ser seguidos ao pé da letra, senão interferimos no seu fluir natural e em processos e procedimentos preestabelecidos pela espiritualidade.
Paralelo a essa necessidade de procedimentos aceitos e fundamentadores da religião umbandistas, temos a necessidade de livros didáticos colocados á disposição dos médiuns e freqüentadores. Só conhecendo e entendendo o que temos de fazer, fazemos com firmeza e obtemos os resultados.
A grande dificuldade de alguns adeptos da Umbanda é, após consulta com um guia, ter de ir a algum ponto de força da natureza fazer um trabalho ou oferenda ou despacho. Chega a ser constrangedor, porque não sabem como fazer e não entendem o porque de ter de fazê-los pessoalmente.
Também vemos esse tipo de dificuldade nos médiuns iniciantes. Faltam-lhes conhecimentos teórico e prático para realizar o trabalho com firmeza e confiança.
Quantas pessoas são possuidoras do dom mediúnico da incorporação e quantas têm conhecimento disso?
Não há uma estatística nesse campo. O que sabemos é que muitas pessoas vivem suas vidas terrenas em grande sofrimento, confusão mental e emocional, infelizes e sofredoras devido a uma faculdade que não dominaram por desconhecimento ou por receio de “receberem espíritos” em seus corpos.
Muita coisa já foi feita nesse campo para facilitar o entendimento sobre o espírito humano e a interatividade com as outras dimensões da vida e as realidades nela existentes, ainda que sempre reste algo a ser estudado e esclarecido.
O misticismo, o medo, o tabu, a superstição, a vergonha, a ignorância e o oportunismo sempre predominaram no entendimento do nosso espírito e do mundo espiritual que nos envolve, pois, se somos matéria, também somos espíritos.
E sempre que alguém tentou explicar essa interação, os adeptos dos dogmas e dos tabus de tudo fizeram para calá-los.
Desconfiamos que o medo do desconhecido e a ignorância de como Deus opera em nossos espíritos, seja um dos motivadores dessas pessoas, tão zelosas com suas crenças e tão obstinadas a negarem as possibilidades aventadas pelos estudiosos dos dons espirituais.
Estes dons, em desequilíbrio, nos afetam com tanta intensidade que, ou nos entupimos de remédios drogando nossa mente ou sofremos doenças no corpo biológico que o influenciam porque nosso espírito está em desequilíbrio.
A Umbanda, uma religião nova se comparada a outras que são milenares, vem encontrando uma resistência tenaz por parte destas, porque, criada no Século XX, remeteu-nos de volta à natureza e tem ensinado-nos que um dos meios de alcançarmos o reequilíbrio entre matéria e espírito encontram-se justamente nela.
Muitos dos nossos adversários dizem que retornamos ao animismo, ao panteísmo, ao misticismo etc... e não creditam qualquer benefício nos trabalhos realizados nela para reequilibrarmos pessoas que sofrem justamente porque desconhecem o lado natural da vida e do nosso espírito.
Quando aprendemos a lidar com alguns aspectos da vida natural e da vida espiritual, seguimos procedimentos desenvolvidos ao longo do tempo por experimentação e obtemos resultados satisfatórios, que trazem o alívio às pessoas prejudicadas pelo desequilíbrio na interatividade entre os lados espiritual e material, e vemos como são importantes tais procedimentos
Realizar oferendas com os mais variados fins, fazer assentamentos ou firmezas de poderes ou forças naturais, com conhecimento de causa, sempre são benéficos e nada têm de misticismo, panteísmo, animismo ou ignorância, e sim, nos remete a um tempo em que não havia outros recursos além do que a própria natureza nos fornecia e que só precisávamos aprender como nos servir deles.
Estabelecem uma relação sólida e estável com o mundo espiritual e nos servir do que ele tem para o nosso benefício não é negar Deus, mas fortalecer nossa crença na imortalidade do espírito e na sua capacidade de influir sobre a matéria.
Nâo há nada de errado em conhecermos a natureza e o mundo espiritual e nos servirmos dos benefícios que nos oferecem, pois se existem, foram criados por Deus.
Nosso propósito com este livro é de esclarecer sobre o assunto e não o de ensinar algo que já adquiriu dinâmica própria dentro da Umbanda.
A cada dia surgem novas oferendas e novos assentamentos de forças e poderes, formas essas desenvolvidas pela espiritualidade que atua na Umbanda por intermédio dos seus médiuns de incorporação e de trabalhos espirituais.
Devemos nos guiar pelo bom senso e pela razão para não cairmos no ridículo, pois Umbanda é religião e não deve ser maculada por pessoas desequilibradas ou com o emocional exacerbado por coisas sobrenaturais.
A lógica e o bom senso devem prevalecer em nossas ações e nos guiar em assuntos tão importantes para nosso bem-estar e nossa segurança no relacionamento com o mundo espiritual."
