terça-feira, 22 de maio de 2012

Os Poderes Divinos e a Magia- Por André Cozta



Tenho percebido, com o passar do tempo, alguns equívocos no que se refere à prática magística, seja na Religião de Umbanda Sagrada ou na Magia Divina.
Algumas pessoas, movidas por suas vaidades afloradas, se auto denominam magos ou magas e detentoras de poderes variados.
Ora, é preciso que tomemos consciência de que, na realidade, não há ser humano habitando este plano de estágio evolutivo, dotado ou munido de qualquer tipo de poder.
Os Poderes pertencem à Deus e atendem, aqui no Brasil (por influência africana, fundamental e essencial na nossa cultura), pela alcunha de “Orixás”.
Todo aquele que estuda a Teologia de Umbanda Sagrada, trazida ao plano material pelo Senhor Mestre da Luz e do Conhecimento Pai Benedito de Aruanda e/ou a Magia Divina (em seus mais variados graus), trazida a este nosso plano pelo Senhor Mestre Mago da Luz  Seiman Hamiser Yê (um Ogum Megê 7 Espadas da Lei e da Vida), sabe (e tem, na minha opinião, o dever de expandir este conhecimento, minimamente, àqueles que estão à sua volta) que este é o fundamento básico da Ciência Divina, ou, Ciência dos Orixás (parafraseando Pai Benedito de Aruanda).
Então, me animei a escrever este texto para expor a você, que até a ele chegou, meu modo de pensar a este respeito. Vamos a dois tópicos básicos:

    Magia na Umbanda:
A Umbanda é uma religião magística, de fato.
É notória à qualquer um que a observe, minimamente, esta sua característica, que, a meu ver, é a principal e mais atraente.
Todos os processos desta religião são magísticos. Basta que observemos atentamente a sua ritualística.
Desde o ato da defumação do terreiro e das pessoas que nele se encontram (médiuns e assistentes), passando pela consagração da toalha, os pontos cantados, os pontos riscados dos guias espirituais, a manipulação das bebidas e ervas de poder pelas entidades trabalhadoras (contrariando àqueles que consideram estas manipulações fruto de uma ignorância; estes, sim, os verdadeiros ignorantes neste assunto), até os trabalhos de cura, demanda, oferendas e, também, na manifestação dos guias e Sagrados Orixás, através de suas danças ritualísticas.
Há toda uma literatura disponível, onde o umbandista que interessar-se pode acessá-la e entender melhor o processo magístico dentro da religião.
Porém, com conhecimento de causa ou sem ele, não é possível que ainda haja trabalhadores da nossa religião banhados em vaidade e se auto denominando magos, bruxos ou feiticeiros.
Por que isso acontece sim, infelizmente, em pleno Século XXI.
A Religião de Umbanda Sagrada, uma religião mágica por natureza, que sintetiza hoje em dia, na minha opinião, a melhor essência das religiões naturais já extintas e das ainda existentes no plano material e que será a grande religião do futuro, por que é, em verdade, a única realmente universalista neste mundo, traz em seu bojo  a humildade, que deve ser praticada diariamente por seus adeptos e trabalhadores.
Ora, se o umbandista não for humilde nos seus pensamentos e atos, não poderá transmitir isto em seu trabalho no terreiro. E é aí que começam a aparecer os frutos da vaidade, plantados por muitos que, muitas vezes, pregam a humildade e humildes se dizem.
Não estou aqui para dar lição de humildade a ninguém.
Até mesmo por que, penso que a humildade é uma estrada a ser trilhada, diariamente, constantemente, e não um produto final a ser consumido (como tantos aos quais estamos acostumados em nossa sociedade) por nós, não somente umbandistas, mas humanos filhos do Criador.
A Natureza é o grande altar da Umbanda, disso, todos nós sabemos.
Portanto, quando a ela acessar para os processos magísticos e religiosos, saiba, os Poderes de Deus estão lá.
Você apenas os estará manipulando. Eles estão sim à sua disposição, em toda a Criação. Você não é detentor Deles, mas, se, com amor no coração quiser contribuir para o crescimento do nosso planeta, eles lá estarão, sorrindo para você.
E isto não faz de você, um trabalhador da religião, um Mago, como vejo algumas pessoas se auto definindo.
Por que, Mago é, todo aquele que passa por uma iniciação em um dos tantos Mistérios Divinos colocados à nossa disposição no plano material.
E é neste momento que chego ao segundo tópico, que mostrará a real essência deste meu raciocínio 

2   Magia Divina:
Entendamos por Divino, todo e qualquer processo magístico que tenha como intenção a Evolução da Criação.
Por isso, a dita Magia Divina trazida ao plano material pelo Sr. Rubens Saraceni, ao contrário do que muitos pensam, não foi uma apropriação fonética indevida deste senhor Mago do Arco Íris Sagrado.
Ele apenas, naturalmente, denominou estes vários graus (mais de 20) que tem aberto ao plano material, pela característica principal, que é a de serem Divinos na essência e por excelência.
É como se passássemos a chamar um professor primário, simplesmente, de “propagador do conhecimento”.
Alguém diria que o professor universitário também o é.
E realmente o é. Mas, isto também não tira do professor primário a outorga de propagador do conhecimento ou do saber.
Não sei se esta é a melhor comparação, mas foi a que me veio no momento.
O fato é que a Magia trazida ao plano material e ensinada a partir do Colégio Tradição de Magia Divina e nos seus diversos núcleos espalhados pelo Brasil, é Divina sim. Pois atua somente no polo positivo e tem como intenção ser um instrumento de serviço ao Amor de Deus, quebrando e destruindo processos magísticos que, ao longo dos séculos, vêm prejudicando aos humanos e à Criação como um todo.
E tudo isso eu digo neste momento, para que fique claro que Mago é aquele que se inicia em um Mistério Divino.
E, nem assim, este espírito humano (encarnado ou desencarnado), torna-se detentor de Poderes.
Ele apenas passa a ter a outorga divina para manipular os Poderes daquele Mistério Maior.
Portanto, creio que agora, a esta altura deste texto, esteja alcançando meu objetivo, em alertar aqueles que se auto denominam poderosos ou acham  que pessoas que conhecem e manipulam Poderes Divinos são detentoras  dos mesmos.
Não as são, pois, se Eles são Divinos, somente à Deus pertencem.
Na Fé, no Amor, no Conhecimento, na Justiça, na Lei, na Evolução e na Geração, estão as bases dos Poderes de Deus.
E em nós, humanos, deve estar plantada bem no íntimo de cada um, a humildade e a consciência de que trilhamos em evolução e, a cada dia, aprenderemos mais um pouco sobre o Todo, que é Deus.
E caminharemos mais leves, sem a ilusão que atrapalha nossa evolução e banhados na real e plena felicidade, a que habita nosso íntimo quando carregamos Deus no coração.
Espero que  o meu raciocínio desta madrugada sirva para a sua íntima e real reflexão.

domingo, 20 de maio de 2012

Verbo Amar, Conjugue-o Corretamente




Amar é um verbo corriqueiro no dia a dia de todos os filhos encarnados.
Buscam incessantemente o amor, como quem procura por uma gota de água no deserto.
Em alguns trabalhos na Umbanda,  nós, os guias espirituais, podemos perceber o desespero dos consulentes neste sentido.
E é exatamente sobre isto que eu, um Negro Velho Pai Thomé do Congo, venho falar neste momento.
O Amor é o 2º Sentido da Vida, fundamental para que qualquer projeto se concretize.
Por projetos, podemos entender desde uma relação amorosa, que tem como objetivo a união de um casal para a concepção de uma família, como uma sociedade comercial com intuito lucrativo, mas que, também, gerará trabalho a outras pessoas, até uma associação de um grupo para a promoção do lazer.
Então, podemos perceber, a partir disso que,  para qualquer concretização, há de se ter amor.
Os meios de comunicação, no plano material, vendem o amor como um produto de “fácil consumo”. Como se, nas vitrines das lojas ele estivesse exposto, à disposição de quem por ele pode pagar.
Analise esta metáfora e perceberá que, os requisitos para o amor que é vendido pela ilusão que impera entre os encarnados, são todos calcados em valores fúteis, de pouca ou quase nenhuma consistência e que, como bolhas de sabão, se esvaem fácil e rapidamente, assim que a dita relação amorosa passa a exigir algo mais concreto, uma base sólida.
Deus, nosso Pai, ao criar o Universo, o nosso Planeta e também a nós e a todas as suas criaturas e espécies, garanto, os fez banhado em Amor. E este sentimento emanado pelo Pai a nós, o tempo todo, é composto de vibrações que trazem á todos a vontade de viver, de continuar, de prosseguir sua caminhada em frente.
Busque uma prova concreta do que este Negro Velho está afirmando. Caminhe sob o sol cedo pela manhã, respire o ar da mata, quando puder, mergulhe no mar, rio ou lagoa, ou tome um banho de cachoeira.
E sentirá, após praticar qualquer uma destas sugestões que dei, o Amor Divino penetrando e habitando em seu íntimo. Verá o quão é belo  e sutil este Amor que Deus emite a nós o tempo todo.
Fica muito fácil percebermos a diferença que há entre este Amor que exemplifiquei ( o Amor Divino), leve, sutil, daquele amor pesado, carregado de cobranças, expectativas e muito firmado no materialismo.
Então, se você que está lendo esta minha dissertação, concorda com o que foi exposto nela, pode, a partir de agora, rever os sentimentos que nascem em seu coração e que a partir dele são jogados como flechas para toda a Criação de Deus.
O seu coração é uma casa da qual você é o único proprietário e, portanto, nela só habitarão os sentimentos que você permitir.
Por isso, Negro Velho sugere que você esvazie a sua casa de todo e qualquer sentimento carregado de cobranças, negativismos, aos quais você denominou amor. E que na sua Casa do Amor passe a habitar o Amor de Deus.
E você perguntará: “ Pai Thomé, isso significa que eu não mais poderei ter um parceiro ou parceira? Devo me limitar a sentir o Amor Divino, propagá-lo aos meus irmãos e à toda a Criação?”.
E Negro Velho responderá: “- Meu filho, minha filha, sinta o Amor Divino brotar lá no seu íntimo, emane-o desta forma que imaginou. Olhe para o Atlo do Altíssimo e sinta Deus amando você intensamente. Depois, olhe para o seu lado direito e veja quem estará ali, sorrindo, desejando caminhar ao seu lado.”
Passe a conjugar este verbo corretamente e não mais sentirá peso no amor. Passará a sentir, então, a leveza e a sutileza do Verbo Amar.

Mensagem Ditada pelo Preto Velho Pai Thomé do Congo
Anotada por André Cozta
Rio- 21 de Maio de 2012- 01:02h

segunda-feira, 14 de maio de 2012

PENSANDO UMBANDA- Por André Cozta



Abaixo, reproduzimos o texto da primeira aula (aula-palestra) do Curso de Teologia de Umbanda Sagrada que estamos ministradno no Rio de Janeiro.
Ainda há vagas e, ao final do texto, colocamos nossos contatos para os interessados...



                                            PENSANDO UMBANDA- Aula 1

Pensar religião é pensar na evolução do ser em suas mais variadas formas, todas com o mesmo objetivo, Deus, porém, trilhando caminhos diversos.
“Deus está em tudo e em todos”. Este é um pensamento comum à todas as doutrinas religiosas existentes no plano material da vida humana, no nosso amado Planeta Terra.
Mas, se concordamos neste aspecto, em tantos outros, que formam os caminhos que nos levam de volta aos braços do Pai Criador, surgem as divergências que caracterizam as doutrinas e crenças religiosas estabelecidas.
Toda a religião é boa e leva o ser a conectar-se com sua essência divina, a acessar o que é Sagrado e a sentir verdadeiramente Deus dentro de si e no todo ao seu redor.
Se isto não ocorrer, tenha certeza, não é uma religião.
As religiões foram criadas pelo Pai para que satisfizessem as nossas necessidades. Como formas diferentes de acessá-lo ou de conectar-mo-nos com Ele.
Pois, se fomos feitos por Deus únicos e diferentes uns dos outros, por Ele foram criadas várias religiões para que nelas se reunissem grupos afins de filhos Seus.
Portanto, no início deste curso de Teologia de Umbanda Sagrada, devemos compreender que cá não estamos para colocarmos nossa religião como uma verdade absoluta, mas, para nos afirmarmos como Umbandistas, cultuadores de Deus Pai através da Natureza Mãe, por intermédio dos Sagrados Orixás, Divindades Regentes do que é Divino e também chaves de acesso à nossa essência, aparentemente tão distante, mas que habita e sempre habitará nosso íntimo.
Essência íntima esta, que é nossa real e natural origem, Deus, que se manifesta em nosso interior, mas também na água, no cristalino, no vegetal, no mineral, no fogo, na terra e no ar.
Umbanda é uma religião ainda muito nova no contexto histórico, com pouco mais de um século de existência e que, apesar de ainda “debutar” no plano material, vem revolucionando a forma de pensar, praticar e manifestar Deus religiosamente para seus trabalhadores, adeptos e simpatizantes.
Através do Culto à Natureza, aos Sagrados Orixás, com o trabalho e participação fundamental dos Guias Espirituais manifestadores das Qualidades de Deus (trocando em miúdos: servidores dos Sagrados Orixás), temos visto muitos ensinamentos que, infelizmente, passam despercebidos muitas vezes.
Na manifestação enérgica de um Caboclo, nas sábias palavras de um Preto Velho, na inocência mágica de um Erê, na fala direta e objetiva de um Exu ou de uma Pombagira (muitas vezes incompreendidos, mal interpretados e alvo de variadas formas de preconceito), na sabedoria
milenar de um Oriental ou de um Cigano, na malemolência de um Malandro, assim como na apresentação de tantos outros arquétipos espirituais humanos, a Umbanda nos mostra que, trilhando nossa estrada evolutiva com humildade, alcançaremos o nosso objetivo principal, que é, de mãos dadas aos nosso irmãos, alcançarmos novamente os Braços do Pai.
Humildade é o ingrediente fundamental para o sucesso nesta missão.
Parafraseando o Senhor Mestre da Luz Pai Thomé do Congo (orientador deste curso): “Humildade é Sabedoria”.
Com a sabedoria originada na humildade, tenha certeza, chegaremos lá.
Baseado na Ciência Divina trazida ao plano material pelo Senhor Mestre da Luz e do Conhecimento Pai Benedito de Aruanda, através do Sr. Rubens Saraceni, perceberemos neste um ano de estudos que agora se inicia, que há sim uma explicação científica para todas as manifestações Divinas, para todas as manifestações religiosas, para todas as manifestações de Umbanda.
Ciência que, para garantir sua continuidade, tem amparo na Lei Maior e na Justiça Divina. E também na Fé (fundamental para que tudo exista), no Amor (fundamental para qualquer caminhada), no Conhecimento (fundamental para a sustentação do todo), na Evolução (fundamental para o contínuo crescimento) e na Geração (que é a criatividade e a Vida em si).
Os Olhos da Lei nunca se fecham, os Ouvidos da Lei a tudo escutam.
Assim é na Criação Divina.
E se assim é, é para que tudo o que Deus criou se sustente e evolua. Ou, não houvesse as atuações constantes da Justiça e da Lei do Pai, viveríamos no caos total. E a Fé, o Amor, o Conhecimento, a Evolução e a Vida, não teriam continuidade.
Este é o nosso primeiro encontro. A partir de agora, juntos, refletiremos e compreenderemos melhor  Deus, em todas as suas manifestações, assim como a Umbanda, nossa amada religião, através da qual nos foi incumbida a doce missão de levar o Verbo Divino aos nossos irmãos.
Missão esta, da qual nunca desistiremos.
Seja bem vindo!
Um abraço fraterno!

SARAVÁ!!!!!!!

                                                                                               André Cozta



“A Umbanda é mais do que uma religão, é um Movimento Divino que unirá os homens como que numa única Nação.” (Pai Thomé do Congo)

“Não há Equilíbrio sem Estabilidade, não há Estabilidade sem Equilíbrio. Não há Evolução sem Justiça, não há Justiça sem Evolução.” (Mestre Rhady)




AINDA HÁ VAGAS PARA O CURSO TEOLOGIA DE UMBANDA SAGRADA NO RIO DE JANEIRO

Ainda vagas em nossa turma do Curso de Teologia de Umbanda Sagrada na cidade do Rio de Janeiro.

Próxima Aula: 26 de maio de 2012 (Segunda Aula)
As aulas serão aos sábados (intercalados), de 15h às 18h.
Duração do Curso: 12 meses
Ministrante: André Cozta

Endereço: Rua Concepcion, 202 Bloco 6/201 Rocha Miranda.

Inscrições e informações através dos emails: umbandaemagia@gmail.com/ teologia.magia@gmail.com.
Ou através dos fones:
(21) 9722-8955 c/ Simone Soares
(21) 9510-9919 c/ José de Brito Irmão

Com André Cozta, nos seguintes números:
(21) 8162-3472 Tim
(21) 8517-8637 Oi
(21) 6842-8269 Claro




sábado, 7 de abril de 2012

ENTRE A RESSURREIÇÃO E O CHOCOLATE- Por André Cozta

Há um fundamento no Cristianismo para o Domingo de Páscoa, a ressurreição do Mestre Jesus Cristo.

Fundamento forte, na minha opinião, o suficiente para provocar naqueles que seguem as religiões cristãs, uma reflexão que faça o ser voltar-se para o seu íntimo, avaliando-se e reavaliando suas atitudes e pensamentos desde o Domingo de Páscoa anterior.

Porém, nesta nossa sociedade mercantilista, não poderia o ser humano ter dado outro jeito, que não fosse o de comercializar até esta data tão importante para a fé cristã ocidental.

E criou, para competir com a fé cristã, o Coelhinho da Páscoa. Um símbolo mercantil, tipicamente capitalista, que representa a intenção do comércio nesta data, ou seja, vender chocolates, ovos de páscoa, bombons e similares.

Então, para aqueles que refletem na Sexta-Feira Santa acerca do desencarne de Cristo (falo isto, por que, infelizmente, há alguns que devoram um bom peixe no almoço e se esquecem do fundamento desta tradição religiosa), devem, segundo a orientação das religiões cristãs, celebrar a ressurreição do Mestre Jesus Cristo no domingo de páscoa.

Ato que simboliza, caro leitor, nada mais, nada menos, do que a renovação da vida.

Na minha análise de religioso não cristão, ou seja, daquele que vê esta tradição de fora (quando me defino “não cristão”, refiro-me às tradições das religiões e do Cristianismo como movimento, pois, respeito e tenho o Mestre Jesus como o maior líder espiritual humano de todos os tempos), o Domingo de Páscoa deveria ser visto por todos, cristãos e não cristãos, como um símbolo de renovação da vida. Por que, em verdade, é isto o que a ressurreição simboliza: renovação da vida.

O ser humano “ressuscita” para uma nova vida, em um novo plano ou dimensão, quando parte deste nosso mundo, deixando a vida na carne.

Jesus Cristo, o símbolo máximo da Fé (o primeiro sentido da Vida) em nosso planeta, trouxe a sua mensagem de Fé e Amor (para quem não sabe, ele é um manifestador destes, os dois primeiros sentidos da Vida) para que toda a humanidade absorvesse estes sentimentos.

Jesus Cristo, um manifestador natural destes dois sentidos, trouxe o Amor ao planeta Terra. Esta é a melhor tradução da “salvação” trazida por ele, tão cantada e decantada pelos cristãos ao longo dos séculos.

Mestre Jesus, manifestador da Fé e do Amor, filho do Sagrado Pai Oxalá e da Sagrada Mâe Oxum.

O maior líder espiritual humano, o governador da Terra. Todos os líderes espirituais cultuados em nosso planeta respondem à ele na hierarquia humana da Fé.

Mas ele é o Pai Oxalá? O Pai Oxalá é ele? O Pai Oxalá é um nome africano que damos para ele na Umbanda?

Jesus Cristo está na hierarquia do Sagrado Pai Oxalá, Orixá Maior no Sentido da Fé, ou, melhor dizendo, Divino Trono Maior da Fé.

Os 7 Sentidos da Vida seguem esta ordem:

1-

2- Amor

3- Conhecimento

4- Justiça

5- Lei

6- Evolução

7- Geração

A Fé, o 1º Sentido da Vida, é regida pelo Orixá Maior Oxalá, que forma, a partir do alto, suas hierarquias naturais e humanas.

A sua hierarquia espiritual humana é pontificada pelo Senhor Jesus Cristo que, portanto, é um Oxalá intermediário.

Então, o sincretismo deve ser entendido como um fenômeno cultural humano, usado no nosso país, especialmente na Umbanda, para a identificação (muitas vezes indireta e intuitiva) de que este Orixá Maior Humano é pontificador em nossa religião (para nós, os humanos), do primeiro sentido da vida, o da Fé.

Com isto entendido (eu espero), podemos refletir acerca da renovação da vida na Páscoa, simbolizada pela ressurreição deste Senhor Orixá.

Mas torna-se um pouco difícil, quando a cabeça das pessoas está voltada para a mídia e por ela conduzida muitas vezes, infelizmente.

Então, achei prudente refletirmos, também, a partir de outro símbolo desta data: o chocolate.

Comer, além de uma necessidade física, é, inegavelmente, um dos prazeres humanos.

O paladar nos proporciona sensações inigualáveis.

Percebo nos chocólatras, em especial, este prazer muito aguçado e aflorado.

Ora, se tudo na vida tem algo de positivo, então, retiremos deste prazer este lado bom e o interpretemos.

Falei anteriormente, quando me referia ao lado religioso da tradição pascoalina, em renovação da vida.

Saborear um belo prato, um bom vinho ou, até mesmo, um chocolate não dá ao ser esta sensação de renovação?

Fica a pergunta para a sua reflexão ,caro leitor, por que, eu, tenho esta nítida sensação quando saboreio um alimento ou uma bebida especial para o meu paladar.

Sendo assim, encerro este artigo propondo aos chocólatras, que só conseguem ver este fundamento na tradição da Páscoa, que pensem na renovação das suas almas, das suas vidas.

A cada chocolate saboreado, neste domingo, lembrem-se que, houve um homem que veio uma vez, em determinado momento à Terra, trazer esta mensagem, a mensagem da renovação da vida, da fé e do amor, que devem ser constantes e nunca saírem de nossas “pautas” pessoais.

Seja orando para Jesus Cristo ou saboreando um bom chocolate, desejo que você renove-se para a vida, pois, Deus, nosso Criador e Pai Maior, quer que nos renovemos constantemente. Só assim a Criação D’Ele se renovará.

Fé e Amor, emanados por Jesus Cristo, é o que desejo para todos.

Feliz Páscoa!

sexta-feira, 2 de março de 2012

A MANIFESTAÇÃO DOS DONS MEDIÚNICOS NA UMBANDA- Por André Cozta

Que a mediunidade é tão antiga quanto a humanidade, todos sabemos.

As manifestações de dons mediúnicos, ocorrem, invariavelmente, pelos quatro cantos deste nosso amado planeta, fazendo parte sempre do nosso cotidiano ou, ao menos, próximo a nós, por intermédio de alguém que conhecemos.

Podemos criticar, podemos até querer usufruir deste dom (seja nosso ou de terceiros). Mas, como todas aquelas coisas que são corriqueiras no nosso dia a dia, acabamos não parando para pensar sobre as causas e as consequências deste tipo de manifestação. Por que ela existe? Para quê serve?

Adentrando no universo umbandista, que é a “parte que nos cabe neste latifúndio”, sempre percebemos nos terreiros da nossa religião que, qualquer pessoa que por lá chegue manifestando sua mediunidade é lançada para os médiuns e é, literalmente, sacudida.

Faz-se de tudo para que ela incorpore, receba, manifeste seus Orixás e guias espirituais.

É verdade que a Umbanda acolhe a todos aqueles que são discriminados em outras religiões, quando manifestam seus dons mediúnicos (principalmente da incorporação, que é, sem dúvida, o mais comum às pessoas), recebendo-os, confortando-os e criando (sempre dentro das possibilidades da casa em questão) as condições necessárias para que aquele médium manifeste esta sua faculdade e a desenvolva plenamente.

Porém, se por um lado, nossa amada Umbanda abre as portas, sem preconceitos, para as manifestações mediúnicas daqueles que a procuram (ao contrário de outras religiões que, ou não aceitam nenhum tipo de manifestação deste tipo, ou, de modo segregador, acabam por classificar certas manifestações como de espíritos atrasados), por outro, há uma “cartilha umbandista” que determina a todos que a um terreiro adentrem, que manifestem seus dons mediúnicos através da incorporação.

Proponho uma reflexão: Imagine se você, que procura um centro de Umbanda, na busca de paz espiritual, de auxílio mesmo neste sentido, chegasse em um ambiente onde há, ao mesmo tempo, alguns médiuns incorporados com seus guias espirituais, outro médium atendendo através de manifestação psicofônica sem incorporação (ou seja, um espírito guia falando ao seu ouvido ou mental), um outro médium trabalhando com terapia de cura (sem incorporação) e um outro médium atendendo casos de desobsessão. Você não sentiria mais firmeza nesta casa, do que simplesmente se lá chegasse e tivesse de escolher um guia espiritual para consultar?

Reflita sobre isto!

Muitos irmãos umbandistas me criticarão, dizendo que não é assim que a Umbanda funciona, que estou querendo inventar, misturar.

Pois, digo: não quero inventar nada! Apenas, penso que tudo no mundo deve andar para a frente. E com a nossa religião não deve ser diferente.

Vamos pensar sobre esta questão, afinal, o médium deve manifestar sua mediunidade através do canal por onde ela flui melhor.

Sendo assim, não teremos nos terreiros, tantos médiuns travados com seus guias, levando anos para adquirir uma mínima evolução mediúnica.

Deixo aqui meu abraço fraterno a todos os irmãos e irmãs!

Saravá Umbanda Sagrada!

domingo, 26 de fevereiro de 2012

A DEMOCRACIA NA CRIAÇÃO - Por André Cozta

O macro se repete no micro. O micro repete o macro.

Porém, aqui no micro (vida terrena), nossas reproduções do Macro (interior de Deus), têm sido cada vez mais distorcidas e cavernosas.

Um bom exemplo disso é a forma como Deus é visto pela maioria das pessoas, ainda, em pleno século XXI, influenciadas, invariavelmente, pelas religiões vigentes e dominantes (ou, dominadoras, se quisermos ser mais claros).

Trazem estas religiões mentalistas às pessoas, uma “imagem” distorcida de um Deus totalitário, punidor e que deve ser temido.

Ora, meus irmãos, de uma vez por todas: Deus deve ser amado! E ponto final!

Se, buscamos a paz interior e a plenitude como seres humanos, se buscamos evolução e ascensão, como a todos estes objetivos chegaremos, temendo alguém ou algo? Você pode me esclarecer esta dúvida? Peço isso, por que, em mais de quatro décadas de vida, ainda não consegui compreender essa incongruência.

De qualquer modo, vamos juntos analisar.

Para as religiões mentalistas (igrejas em geral e todas as religiões que não admitem a Natureza Mãe como uma Manifestação Máxima de Deus Pai), Deus é o Ser maior de toda a criação (neste ponto, todos concordamos).

Sendo Ele a Maior de Todas as inteligências, por que é, simplesmente, a Inteligência Criadora do Todo, parece óbvio que tudo surge a partir D’Ele e N’Ele tudo se realiza.

Então, tudo inicia em Deus e para Deus tudo retorna.

Este é o ponto de concordância.

Porém, precisamos entender que, Deus não é uma Inteligência Maior Totalitária.

As religiões mentalistas, de forma muito competente, ao longo dos tempos, incutiram na cabeça das pessoas que Deus é desta forma e é punidor.

Colocaram uma parede gigantesca atrás dos seus altares, separando Deus dos Seus filhos: os humanos.

Filhos estes que (em alguns casos, é claro!), vivendo na dimensão humana do Planeta Terra (a 22ª das 77 aqui existentes), passaram a crer realmente que este Deus Maior Totalitário e punidor, só pode ser acessado através dos dirigentes destas religiões contidas em templos gigantescos.

E, alimentando sua humana arrogância, também passaram a acreditar que a Natureza foi feita por Deus para servir ao ser humano. Que o Universo foi feito por Deus para servir ao ser humano.

Pois bem, vamos a um fato que precisa ser absorvido por todos: um cão é parte da natureza, um gato é parte da natureza, um galho de arruda é parte da natureza, uma rosa é parte da natureza, a água é parte da natureza, o ser humano é parte da natureza.

Se a Natureza serve ao humano, sustentando sua vida (e isso é verdade), o ser humano precisa, antes que tudo acabe, conscientizar-se de que ele também sustenta a vida na Natureza. E com essa consciência, espero, pare de matar aquilo que também o sustenta.

A relação de sustentação é (ou deveria ser, ao menos) mútua. Porém, infelizmente, não é assim que tem acontecido.

Esqueceram-se, ao longo dos tempos, as religiões mentalistas (enquanto incutiam besteiras e medo na cabeça das pessoas), de ensinar aos seus fiéis, que o verdadeiro amor à Deus é manifestado cuidando da Criação D’Ele, da qual fazemos parte e não gritando sua fé, esbravejando ou, através de uma triste ignorância e de forma preconceituosa, arrasando com qualquer outra forma de fé em Deus.

Portanto, caro leitor, está mais do que na hora de vermos Deus no Todo.

Na árvore, na lagoa, na água que corre pelo chuveiro da sua casa, nas flores e plantas e, também, no seu íntimo.

Manifeste Deus e manifeste-se para Deus desta forma.

Deus, ao contrário do que sempre foi pregado por aí, não é totalitário. Mostrar um Deus assim é mostrar a forma que estes líderes religiosos querem dominar os mentais dos seus fieis, a forma que querem dominar o mundo em que vivemos.

Será que é a Deus que eles estão servindo, realmente?

Poderia dizer aqui que Deus não é totalitário, é democrático. O mais correto é dizer: Deus é a própria democracia.

Usando somente os humanos como exemplo: nos fez a todos diferentes uns dos outros, nos dando sempre a oportunidade de caminhar, evoluir e ascender, por meio das condições que nos foram apresentadas, mas, com nosso livre arbítrio.

Criou-nos por meio dos Seus 7 Poderes Manifestados (Fé, Amor, Conhecimento, Justiça, Lei, Evolução e Geração). Ou, trocando em miúdos: fez com que O manifestássemos em nossos íntimos, diferentes que somos, cada um, filho de um determinado Orixá, mas, todos, filhos do mesmo Deus.

Deus é único e nos fez, a cada um, único. Sendo assim, não pode esta Inteligência Maior ser totalitária! Deus é, como descrevi anteriormente, a própria Democracia Manifestada.

Então, caro leitor, para encerrar: não aceitemos mais a imposição dos templos mentalistas. Ergamos nossas cabeças e as voltemos aos templos construídos por Deus, ou seja, todos os pontos de forças que compõem a Natureza.

Reflita, olhe para o seu íntimo. Lá, encontrará o Pai!

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

MAIS 2 TURMAS DA MAGIA DAS 7 CHAMAS SAGRADAS

Estamos formando mais 2 turmas na Magia do Fogo Divino.
Você pode obter maiores detalhes através do email: umbandaemagia@gmail.com ou dos fones: (21) 8517-8537/ (21) 8162-3472/ (21) 6842-8269.

Nossos cursos são ministrados à Av. Dom Helder Câmara, 5027- Sala 2 (Estacionamento do Shopping Promoinfo, quase em frente ao Norte Shopping).