sexta-feira, 26 de março de 2010

KAWO KABIECILE!!!!

Reproduzimos abaixo, texto do médium e psicógrafo umbandista, Rubens Saraceni.
Em tempos de distorção dos fundamentos e cultos confusos, é importante que as coisas sejam colocadas em seus devidos lugares.
"Umbanda é paz e amor."


SARAVÁ!!!!

A UMBANDA- Por Rubens Saraceni



A Umbanda Sagrada

A Umbanda é fundamentada pelos espíritos incorporantes que conquistam a mente e o coração das pessoas, por meio do auxílio espiritual.

Por vontade dos seus mentores, a Umbanda incorporou os nomes iorubas das divindades, sua teogonia (conjunto de divindades de um povo), sua teofania (aparição ou revelação da divindade), sua cosmogonia (teoria da fundação do mundo) e sua androgenesia (ciência que estuda o desenvolvimento físico e moral da espécie humana), unificando todo o universo religioso umbandista.
Temos na Umbanda conhecimentos herdados das muitas nações africanas, os quais podemos verificar até nos nomes das linhas de trabalhos dos pretos-velhos: Congo, Angola, Guiné, Keto, Cambinda, Conga, Mina...

Temos também o conhecimento religioso dos índios.

Erês: em sua maioria são seres encantados, manipuladores naturais de energias elementares. Têm o poder de mexer com a psique dos médiuns e descontraí-los, aliviando seus subconscientes dos problemas do dia-a-dia.

Exu: abrindo caminho para que este universo magístico se manifeste com segurança.

Diversidade de nomes: um Orixá sendo cultuado por diversos nomes.

Mas tudo tem sua origem no mistério Trono de Deus!

Sete Tronos de Deus (Mistérios de Deus):

Trono da Fé;

Trono do Amor;

Trono do Conhecimento;

Trono da Justiça;

Trono da Lei;

Trono da Evolução;

Trono da Geração.

A cada renovação religiosa e surgimento de uma nova religião, os sete tronos Divinos renovam os nomes dos membros de suas hierarquias, porque aquelas que alcançaram um grau e um poder multidimensional tanto podem ascender para graus celestiais (extraplanetários) quanto podem optar pela humanização do seu mistério individual e fundar uma nova religião na dimensão humana, como podem optar por espiritualizar-se e trazer consigo sua hierarquia pessoal, cujos membros encarnarão e acelerarão a evolução humana.

Humanizar-se é dar feições humanas às suas qualidades Divinas.

Espiritualizar-se é nascer para a carne e ascender em espírito aos níveis excelsos da faixa vibratória celestial, na qual atuará com Luminar da Humanidade.

A Umbanda é uma religião nova, com cerca de um século de existência.
 Ela é sincrética e absorveu conceitos, posturas e preceitos cristãos, indígenas e afros, pois estas três culturas religiosas estão na sua base teológica e são visíveis ao bom observador.

Uma data é o marco inicial da Umbanda: a manifestação do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas no médium Zélio Fernandino de Morais ocorrida no ano de 1908, diferenciando-a do espiritismo e dos cultos de nação Candomblé de então.

A Umbanda tem suas raízes nas religiões indígenas, africanas e cristã, mas incorporou conhecimentos religiosos universais pertencentes a muitas outras religiões.

Umbanda é o sinônimo de prática religiosa e magística caritativa e não tem a cobrança pecuniária como uma de suas práticas usuais. Porém, é licito o chamamento dos médiuns e das pessoas que freqüentam seus templos no sentido de contribuírem para a manutenção deles ou para a realização de eventos de cunho religioso ou assistencial aos mais necessitados

A Umbanda não recorre aos sacrifícios de animais para assentamento de orixás e não tem nessa prática legitima e tradicional do Candomblé um dos seus recursos ofertórios às divindades, pois recorre às oferendas de flores, frutos, alimentos e velas quando as reverencia.

A Umbanda não aceita a tese defendida por alguns adeptos dos cultos de nação que diz que só com a catulagem de cabeça e só com o sacrifício de animais é possível as feituras de cabeça (coroação do médium) e o assentamento dos orixás, pois, para a Umbanda, a fé é o mecanismo íntimo que ativa Deus, suas divindades e os guias espirituais em beneficio dos médiuns e dos freqüentadores dos seus templos.

A fé é o principal fundamento religioso da Umbanda e suas práticas ofertatórias isentas de sacrifícios de animais são uma reverencia aos orixás e aos guias espirituais, recomendando-as aos seus fiéis, pois são mecanismos estimuladores do respeito e da união religiosa com as divindades e os espíritos da natureza ou que se servem dela para auxiliarem os encarnados.

A Umbanda não é uma seita, e sim um religião, ainda meio difusa devido à aceitação maciça de médiuns cujas formações religiosas se processaram em outras religiões e cujo usos e costumes vão sendo diluídos muito lentamente para não melindrar os conceitos e as posturas religiosas dos seus novos adeptos, adquiridos fora da Umbanda, mas respeitados por ela.

A Umbanda não apressa o desenvolvimento doutrinário dos seus fiéis, pois tem no tempo e na espiritualidade dois ótimos recursos para conquistar o coração e a mente deles.

A Umbanda tem na mediunidade de incorporação a sua maior fonte de adeptos, pois a mediunidade independe da crença religiosa das pessoas e, como a maioria das religiões, condena os médiuns ou segrega-os, taxando-os de pessoas possessas ou desequilibradas, então a Umbanda não tem que se preocupar, pois sempre será procurada pelas pessoas possuidoras de faculdades mediúnicas, principalmente a de incorporação.

A Umbanda tem de preparar muito bem os seus sacerdotes para que estes acolham em seus templos todas as pessoas possuidoras de faculdades mediúnicas e as auxiliem no desenvolvimento delas, preparando-as para que futuramente se tornem, também elas os seus futuros sacerdotes.

A Umbanda tem na mediunidade de incorporação o seu principal mecanismo de prática religiosa, pois, com seus médiuns bem preparados, assiste seus fiéis, auxilia na resolução de problemas graves ou corriqueiros, todos tratados com a mesma preocupação e dedicação espiritual e sacerdotal.

A Umbanda é uma religião espírita e espiritualista. Espírita porque está, em parte, fundamentada na manifestação dos espíritos guias. E espiritualista porque incorporou conceitos e práticas espiritualistas (referentes ao mundo espiritual), tais como magias espirituais e religiosas, culto aos ancestrais Divinos, culto religioso aos espíritos superiores da natureza, culto aos espíritos elevados ou ascencionados e que retornam como guias-chefes, para auxiliar a evolução das pessoas que freqüentam os templos de Umbanda.

A Umbanda, por ser sincrética, não alimenta em seu seio segregacionismo religioso de nenhuma espécie e vê as outras religiões como legitimas representantes de Deus. Vê todas como ótimas vias evolutivas criadas por Ele para acelerarem a evolução da humanidade.

A Umbanda não adota práticas agressivas de conversão religiosa, pois acha estes procedimentos uma violência consciencial contra as pessoas, preferindo somente auxiliar quem adentrar em seus templos. O tempo e o auxílio espiritual desinteressado ou livre de segundas intenções tem sido os maiores atrativos dos fiéis umbandistas.

A Umbanda crê que sacerdotes que exigem a conversão ou batismo obrigatório de quem os procura (pois só assim poderão ser auxiliados por eles e por Deus) com certeza são movidos por segundas intenções e, mais dia menos dia, as colocarão para quem se converteu para serem auxiliados por eles. (Veja famosos pastores mercantilistas eletrônicos ou alguns supostos sacerdotes de cultos que vivem dos boris e dos ebós que recomendam incisivamente aos seus fiéis, tornando-os totalmente dependentes dessas práticas caso queiram algum auxílio espiritual ou religioso).

A Umbanda prega que os espíritos elevados (os seus espíritos guias) são dotados de faculdades e poderes superiores ao senso comum dos encarnados e tem neles um dos seus recursos religiosos e magísticos, recorrendo a eles em suas sessões de trabalho e tendo neles um dos seus fundamentos religiosos.

A Umbanda prega que as divindades de Deus (os orixás) são seres Divinos dotados de faculdades e poderes superiores aos dos espíritos e tem nelas um dos seus fundamentos religiosos, recomendando o culto a elas e a prática de oferendas como uma das formas de reverenciá-las, já que são indissociadas da natureza terrestre ou Divina de tudo o que Deus criou.

A Umbanda prega a existência de um Deus único e tem nessa sua crença o seu maior fundamento religioso, ao qual não dispensa em nenhum momento nos seus cultos religiosos e, mesmo que reverencie as divindades, os espíritos da natureza e os espíritos ascencionados (os guias-chefes), não os dissocia D'Ele, o nosso Pai Maior e nosso Divino Criador.

Fonte: Livro “Doutrina e Teologia de Umbanda Sagrada"

Obra de Rubens Saraceni.

quarta-feira, 17 de março de 2010

ESCRAVO NÃO!


KAWO KABIECILE!!!!

Há muito tempo sou frequentador e praticante da Umbanda. Pra falar a verdade, praticamente desde que nasci, pois, meu pai tinha um terreiro nos fundos de nossa casa em Porto Alegre. Já vi de tudo o que se possa imaginar em terreiros de Umbanda e, até mesmo, em alguns que pretensamente se dizem de Umbanda.
Uma coisa que sempre deixou-me muito intrigado era a forma como, em alguns lugares, eram denominados alguns exus ou até mesmo outros espíritos trabalhadores: escravos.
Segundo o dicionário Michaelis, escravo é aquele "1.que vive em absoluta sujeição a um senhor. 2. Que, ou aquele que está dominado por uma paixão ou qualquer força moral. Escravo dos seus deveres. 3.Servo: criado, doméstico, serviçal.
"

Na Wikipedia, temos no primeiro parágrafo da definição de escravidão, o seguinte texto: "A escravidão (denominada também escravismo, escravagismo e escravatura) é a prática social em que um ser humano tem direitos de propriedade sobre outro designado por escravo, ao qual é imposta tal condição por meio da força. Em algumas sociedades desde os tempos mais remotos os escravos eram legalmente definidos como uma mercadoria. Os preços variavam conforme as condições físicas, habilidades profissionias, sexo, a idade, a procedência e o destino".

Ora, os Orixás e os guias de luz (caboclos, pretos velhos, exus, crianças, ciganos etc) que são seus mensageiros, são seres evoluidíssimos e, portanto, não usariam tal termo e, muito menos, praticariam a hierarquia umbandista de tal forma.
A Umbanda tem leis sim, mas, os espíritos de luz que nela labutam sabem quais são e como devem exercer suas funções sempre na busca da evolução do planeta e do universo em nome do amor, da ética e do bem comum.
É preciso que comecemos a tomar consciência de que, ao contrário do que andam dizendo em alguns lugares, Exu não é escravo de Preto Velho. São trabalhadores, atuam dentro da lei e seguem uma hierarquia, mas, sem ego, sem vaidade. A hierarquia umbandista nada tem a ver com a hierarquia da empresa onde você trabalha. Em hipótese alguma um Orixá, Preto Velho ou Caboclo usará dessa hierarquia para pisar em alguém.
Também é importante ressaltar que vivemos tempos tenebrosos quando os negros foram escravizados no Brasil, no mundo. Então, se os Pretos Velhos por exemplo, seres evoluidíssimos, praticassem esta mesma heresia no astral, de evoluídos nada teriam e a Umbanda não teria este nome, pois, não passaria de um ritual macabro. Aliás, como já disse, tem muito lugar pretensamente umbandista por aí que, na verdade, está mesmo é "quiumbando"*. Mas, há também os lugares onde as pessoas praticam o bem, porém, por desconhecimento usam este termo, entre outras práticas equivocadas oriundas da falta de estudo.
É por isso que, a partir de agora, neste Blog de Xangô Aganju, bateremos insistentemente nessa tecla: o estudo é essencial para os umbandistas. Se formos pesquisar, veremos que uma minoria estuda na Umbanda. Os dirigentes de Casas de Umbanda, não incentivam seus médiuns, não exigem que estudem. Muitos desses dirigentes, aliás, não têm interesse nisso, ou por que também não estudaram ou por que querem manter o controle sobre os médiuns numa prática quase terrorista. E mitificam, contam histórias infundadas, mas, isso já é uma outra conversa, para um artigo futuro.
E nossa luta também é esta: a Umbanda está passando por uma reciclagem, há autores ótimos, pesquisem. O estudo é essencial, pois, sem ele, o trabalho muitas vezes pode ser feito de forma equivocada.
Continuaremos em breve.

SARAVÁ!!!!

* Segundo Wikipedia, Quiumbas são espíritos trevosos ou obsessores, são espíritos que se encontram desajustados perante à Lei, provocando os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que comparecem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças calcadas no ódio doentio. Aguardando, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme egrégora formada pelos maus pensamentos ou atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raiva, vingança, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os Quiumbas se comprazem nisso, já que sentem-se mais fortalecidos.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

BREVE COMENTÁRIO

KAWO KABIECILE!!!!

No texto "Carnaval", postado em 02 de fevereiro, reproduzi um trecho do texto postado por minha amiga Mary Gaspari em seu blog ATÉ QUANDO O MOTOR AGUENTA (www.atequandoomotoraguenta.blogspot.com), falando sobre o espírito natalino e comparando com o espírito carnavalesco. Pois, ela fez um comentário que resolvi reproduzir e postar aqui:


"Acho que o carnaval é o solo fértil para brotar a prima do "espírito natalido", aquela que é tão festejada nesse país, muito mais do que vivenciada, a "democracia racial". Só que aqui, ela aparece de forma folclórica, "pra inglês ver". Afinal, faz parte do showzinho do carioca, fingir que não existe racismo na terra do samba."

SARAVÁ!!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

MADIBA


KAWO KABIECILE!!!!


"Madiba é a forma como os negros sul-africanos definem o clã do Presidente". Nâo é exatamente esta a frase, mas, é na essência, o que o segurança negro responde ao segurança branco do Presidente Nelson Mandela, quando questionado por este, por que insistia em chamar o Presidente da República de Madiba. Assim também era chamado por suas assessoras.
Impossível conter a emoção ao assistir ao filme Invictus. Nelson Mandela, acima de todos os pequenos sentimentos, podendo optar por uma vingança contra aqueles que o mantiveram preso por quase 3 décadas, opta pela união do seu país. Vê no rugbi, a oportunidade para tal... e consegue. O modesto time da África do Sul, que em 1994 era um "saco de pancadas", com a força, a insistência, a perseverança e a inteligência de Nelson Mandela, vence a Copa do Mundo.
Viva Nelson Mandela! Muitos já disseram isto, mas, este Blog de Xangô Aganju vem saudar a este homem iluminado, com certeza, um mensageiro dos Orixás, um mensageiro da justiça.
No último dia 11, fez 20 anos que o Madiba foi libertado. Aqui no Brasil, seria muito bom se negros e brancos tivessem Mandela como inspiração. Vemos muitos "heróis" fabricados que, quando colocados na cara do gol. muitas vezes, nem chutam. Pois, Mandela chutou sempre e está vivo para contar a história.
E que o amor impere, que a integração entre os seres humanos de todas as cores de pele seja real e factivel. É a utopia, mas, como disse no texto anterior, sem utopia não dá para viver.

SARAVÁ!!!!

sábado, 13 de fevereiro de 2010

CARNAVAL

KAWO KABIECILE!!!!

Viva o Carnaval, a festa mais esperada pelos brasileiros!
Eu não sou daqueles (apesar de preferir usar este período do ano para recolher-me) que vocifera contra a maior festa popular do mundo. Ao contrário, sou um incentivador, um admirador da cultura popular e acho que o Carnaval não deve sair do calendário de eventos do nosso país. Espero que continue sendo cada vez mais uma festa linda, que leve e mostre ao mundo a alegria de nosso povo (sem, é claro, os excessos que são cometidos por algumas pessoas).
Mas, estava a pensar cá com meus botões e resolvi dividir com você, leitor deste Blog de Xangô Aganju, uma pulga que não sai de trás de minha orelha. Relendo um texto do Blog "Até quando o motor aguenta", de minha amiga Mary Gaspari-www.atequandoomotoraguenta.blogspot.com-, intitulado "Aaaah, o Natal..." chamou-me a atenção o seguinte trecho: "E o que dizer daquele que é o mais esperado do ano? O belíssimo, magnífico: espírito natalino! Bem, o famoso espírito natalino é um caboclo canastrão que teima em baixar em meio mundo no Natal. Do alcóolatra que fica um dia sem bater na mulher ao mega empresário que destina 0,001% da renda das vendas da sua comida gordurosa às criancinhas com câncer. Todo o mundo ocidental é acometido por essa entidade, que desaparece com a mesma rapidez que surge."
Relendo este texto, especialmente este trecho, concluí que no Carnaval ocorre algo muito semelhante. Você pode sair (especialmente aqui no Rio, onde vivo) em qualquer bloco e ver entre turistas e foliões cariocas, uma mistura impressionante. Ricos e pobres. patricinhas e mendigos até, pulando e cantando, dividindo a mesma alegria.
Ora, já ouvi muita "gente boa" (pessoas espiritualizadas e frequentadoras de Umbanda e Espiritismo) dizendo, em tom de desabafo até, que seria tão bom se fechassem o túnel, parassem o metrô nos finais de semana, para dificultar o acesso às praias da orla da zona sul da cidade por pessoas oriundas do subúrbio carioca. Principalmente, as pessoas de pele preta, obviamente! Ou você tem alguma dúvida?
E, de repente, eis que me deparo com uma dessas pessoas, em pleno Carnaval, em um bloco em Santa Tereza, beijando na boca de uma pessoa de pele preta, oriunda de uma favela da zona norte.
Será que o Carnaval provoca uma espécie de amnésia? Ou uma espécie de daltonismo, onde essas pessoas passam a ver alguma cor que não a preta em tudo e todos? Ou será que o Espírito Carnavalesco faz com que, durante quatro dias, o preconceito suma do coração dessas pessoas?
Por que essa integração de amor e de respeito ao próximo não acontece durante o ano todo? Por que não fazemos da vida um constante Carnaval (ao menos no quesito "adeus preconceito")?
Talvez você esteja agora chamando-me de utópico. Mas, eu prefiro achar que a utopia é o primeiro passo para conquistarmos um objetivo, realizarmos um sonho. Então, que assim seja, com utopia.
Desejo um Carnaval cheio de alegria e com muito amor no coração acima de tudo.

SARAVÁ!!!!

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

JANAÍNA

ODOYÁ!!!!


"Ô Janaína vem ver, Ô Janaina vem cá, receber as flores que eu vim te ofertar."

Hoje, escrevo para homenagear minha mãe. A Mãe Yemanjá, minha Mãe Janaína.
Cresci em Porto Alegre tendo sempre o feriado de 2 de fevereiro como o dia dela. Na verdade, o feriado é de Nossa Senhora dos Navegantes, mas, com todo o respeito que devo a esta Santa, sempre homenageei minha Mãe.
E é o que venho fazer aqui hoje, neste blog, com licença de Meu Pai, dono deste espaço, agradeço publicamente à minha Mãe por toda a força e a luz que sempre me deu. Como Mâe Maior que é, sempre cuidou de mim da forma mais amorosa, não me deixando uma ferida sequer, cuidando da saúde deste seu filho.
E eu só posso, retribuindo, dizer: Mãe, tu és a mais linda de todas as mulheres, a Yabá das Yabás, a vibração feminina mais intensa e mais maternal. Te amo por tudo, sem tua presença esta caminhada seria muito pedregosa. Com tua presença, flutuo sobre o mar todos os dias.
Yemanjá é a Rainha do Mar, é a Mãe Maior, é a minha Mâe. Quem tiver possibilidade, que tome um banho de mar, hoje ou em qualquer dia do ano. Banhe-se com fé e sinta a diferença em seu corpo e sua alma.
Amo-te da forma mais intensa, Mamãe Sereia!

Odossyá, Janaína!!!!

SARAVÁ!!!!